Gianni Infantino, presidente da Fifa, desistiu da ideia de vender parte das ações da entidade - que representaria venda de parte da Copa do Mundo.
Isso porque o plano teria causado um "racha" dentro da própria entidade, além de não ser bem aceito pelas confederações envolvidas. A UEFA, por exemplo, instituição máxima do futebol europeu, já havia ameaçado fazer um boicote à próxima Copa do Mundo, e publicou notas contrárias à ideia.
A Conmebol (América do Sul), a CAF (África) e a OFC (Oceania) haviam convocado reuniões com representantes de todos os países dos continentes para debater a ideia e chegar a uma conclusão sobre o tema.
A Concacaf (Américas do Norte e Central) também demonstrou rejeição à proposta, enquanto a AFC (Ásia) criticou a ideia.
Com a rejeição externa e as divergências internas, o presidente da Fifa voltou atrás e deixou a ideia de lado.
Confira o que disse Infantino:
“O projeto Fifa Forward Enterprise tinha como objetivo servir de base para fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário.
Além disso, como afirmamos desde o início, isso só seria feito se a maioria das Associações-Membro da FIFA estivesse de acordo e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da Fifa, as Confederações e demais partes interessadas.
Após ouvir atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto gerou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo para o qual foi concebido.
Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e promover melhorias. Como resultado, esta proposta não terá continuidade.
Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar desenvolvendo o futebol em todos os lugares, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio”.


