O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite deste domingo (14/6) que foi selado um acordo de paz com o Irã, encerrando uma escalada militar que se intensificou nos últimos meses e impactou uma das rotas mais estratégicas do comércio global.
Segundo Trump, o entendimento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz sem cobrança de pedágio e o fim imediato do bloqueio naval norte-americano na região.
“O acordo com a República Islâmica do Irã está concluído. Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos”, escreveu o presidente nas redes sociais. “Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir”, completou.
A confirmação inicial do acordo foi feita pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que afirmou que as partes concordaram com a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes. Segundo ele, a assinatura oficial do cessar-fogo deve ocorrer na próxima sexta-feira (19), na Suíça.
Estreito de Ormuz: ponto central da crise
O conflito direto entre Estados Unidos e Irã começou em fevereiro de 2026, após uma ofensiva militar coordenada por forças norte-americanas e israelenses contra o território iraniano. Os ataques deixaram mais de 200 mortos e centenas de feridos na primeira onda de ofensivas.
Dias após o início da guerra, o Irã fechou o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo e responsável pelo escoamento de cerca de um quinto do petróleo global. O bloqueio afetou o tráfego internacional e deixou milhares de marinheiros retidos na região.
Em determinados momentos, a circulação de navios caiu drasticamente, ampliando a pressão internacional por uma solução diplomática.
Confrontos e retaliações ampliaram tensão
Durante o conflito, os Estados Unidos realizaram ataques contra posições iranianas próximas ao estreito, em tentativa de reabrir a passagem marítima. O Irã respondeu com novas restrições e ações militares, aprofundando a crise.
Nos meses seguintes, a situação alternou entre confrontos diretos, tentativas de cessar-fogo e novas ofensivas, com baixas militares registradas em ambos os lados.
Em junho de 2026, novos bombardeios atingiram alvos iranianos e levaram novamente ao fechamento do Estreito de Ormuz, reacendendo o risco de uma guerra em larga escala.
A tensão aumentou até o anúncio deste domingo, quando Trump afirmou que o acordo de paz foi concluído e que as operações militares serão encerradas.
Líderes iranianos mortos
- Ali Khamenei - líder supremo do Irã (desde 1989) Morto em ataque aéreo em seu complexo em Teerã
- Mohammad Pakpour - comandante das Forças Terrestres da Guarda Revolucionária Islâmica
Morto em ataques aéreos
- Ali Shamkhani - secretário do Conselho de Defesa do Irã
Morto em ataques direcionados
- Aziz Nasirzadeh - ministro da Defesa
Morto em ataques contra a estrutura de segurança
- Abdolrahim Mousavi - major-general e chefe do gabinete das Forças Armadas do Irã
Morto em ataques combinados
- Mohammad Shirazi - chefe do gabinete militar do líder supremo
Morto em ataques contra a liderança
- Saleh Asadi - chefe da diretoria de inteligência da sede central de Khatam-al Anbiya
Morto em operação direcionada
- Mahmud Ahmadinejad - ex-presidente do Irã (2005–2013)
Morto em bombardeios; uma das figuras mais influentes da política iraniana nas últimas décadas
- Reza Mozaffari-Nia - ex-presidente do SPND (Centro Nacional de Ciência)
Morto em ataques coordenados
- Mohsen Darrebaghi - deputado para logística e apoio do estado-maior das Forças Armadas
Morto em ataques aéreos EUA/Israel
- Familiares do líder supremo também mortos
Segundo a mídia estatal iraniana, também morreram no mesmo ataque:
- uma filha de Ali Khamenei
- um neto
- a nora
- o genro
** Os familiares não tiveram nomes divulgados pela mídia iraniana.
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