Protestos na Bolívia completam três semanas, com estradas paralisadas, falta de alimentos e aumento de preços que chega a 400% nas prateleiras dos supermercados.
As manifestações são lideradas por sindicatos, organizações sociais e profissionais de diversos setores, como médicos e docentes, que demonstram insatisfação com o governo do presidente Paz, que tomou posse em 8 de novembro de 2025.
Rodrigo Pereira Paz, do Partido Democrata Cristão, foi eleito com o slogan “Capitalismo para todos”.
Entre as promessas de campanha, estavam solucionar a crise de escassez de combustíveis, reduzir a dependência boliviana das exportações e abrir espaço para o capital estrangeiro, estimulando o setor produtivo.
Com a implementação das primeiras reformas, a crise econômica enfrentada pela população sofreu forte impacto. Diante das críticas, o governo chegou a demitir o ministro do Trabalho, Edgar Morales, um dos principais alvos da insatisfação popular.
Neste fim de semana, um manifestante morreu após ser atingido por um tiro, o que elevou a tensão e agravou ainda mais o cenário de mobilização popular.
O que está por trás dos protestos?
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, declarou que a insurreição popular estaria sendo incentivada pelo ex-presidente Evo Morales, que permaneceu 13 anos no poder.
Por outro lado, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou apoio ao presidente boliviano.
Em Chapare, localizada na província de Tiraque e considerada berço político de Evo Morales, onde o ex-presidente mantém apoiadores, voltou a avançar na Justiça uma denúncia de abuso sexual envolvendo uma adolescente.
Segundo a acusação, o caso teria ocorrido em 2015, quando Evo Morales supostamente teria mantido relação com uma menor de idade que posteriormente engravidou.
O caso voltou à tona e a Justiça determinou sua captura, mas a polícia não conseguiu efetuar a prisão devido à presença de militantes que cercavam o local e também participam dos protestos contra o governo.


