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INTERNACIONAL

há 1 mês

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Trump desembarca na China para encontro com Xi Jinping em meio à guerra no Irã e tensão global

Conflito no Oriente Médio, disputa por tecnologia e minerais estratégicos dominam agenda entre Estados Unidos e China

A visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China nesta quarta-feira (13) movimenta o cenário internacional em um momento de forte tensão geopolítica causada pela guerra envolvendo o Irã. O encontro com o presidente chinês Xi Jinping ocorre em meio a impactos econômicos globais provocados pelo conflito no Oriente Médio e pela disputa comercial entre Washington e Pequim.

A reunião entre os líderes acontece após meses de desgaste diplomático entre as duas maiores potências econômicas do mundo. Desde o início do segundo mandato de Trump, os Estados Unidos intensificaram medidas tarifárias contra produtos chineses, ampliando a disputa por liderança tecnológica, industrial e comercial.

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A resposta chinesa incluiu restrições à exportação de minerais estratégicos, conhecidos como terras raras, considerados fundamentais para setores como indústria bélica, tecnologia e produção de equipamentos eletrônicos.

Além da guerra comercial, o conflito envolvendo o Irã também entrou no centro das discussões entre os dois governos. A China é uma das principais compradoras de petróleo iraniano e acompanha com preocupação os impactos da guerra sobre o Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte global de petróleo.

Analistas internacionais avaliam que Trump chega ao encontro em uma posição mais delicada do que a prevista inicialmente, especialmente após os desdobramentos da ofensiva militar contra o Irã.

Outro tema sensível que deve dominar a reunião é Taiwan. O governo chinês voltou a criticar a venda de armamentos norte-americanos para a ilha, que Pequim considera parte de seu território. Os Estados Unidos mantêm apoio político e militar a Taiwan, o que amplia a tensão entre as duas potências.

A disputa pelo controle e fornecimento de minerais críticos também deve ocupar espaço importante nas negociações. A China lidera a produção global de diversos elementos usados em tecnologias avançadas, sistemas militares e na transição energética.

Nesse cenário, o Brasil surge como peça estratégica. O país possui uma das maiores reservas de minerais críticos do planeta, atrás apenas da China, o que pode ampliar o interesse internacional sobre o território brasileiro.

Especialistas avaliam que a disputa entre chineses e norte-americanos pode abrir espaço para o Brasil ampliar exportações e fortalecer sua posição econômica global, principalmente em setores ligados à mineração e tecnologia.

A visita de Trump a Pequim também é vista como tentativa de reaproximação diplomática entre os países em um momento em que os impactos da guerra no Oriente Médio continuam pressionando mercados, cadeias produtivas e relações internacionais.

Com informações da Agência Brasil.

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