A Organização Mundial da Saúde informou nesta terça-feira (12) que não há indícios de um surto mais amplo de hantavírus relacionado ao navio de cruzeiro MV Hondius, após a conclusão do desembarque dos passageiros na Espanha.
Durante coletiva em Madri, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o cenário atual não indica uma crise sanitária de maior escala, embora o acompanhamento continue.
“No momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior, mas é claro que a situação pode mudar e, dado o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, alertou Tedros.
Monitoramento continua após operação sanitária
As autoridades sanitárias seguem em alerta, especialmente devido às características do hantavírus, que pode levar semanas para manifestar sintomas após a infecção. A OMS destacou que o trabalho de contenção ainda está em andamento, mesmo com a redução imediata do risco.
O chefe da organização também reforçou que a resposta rápida foi essencial para limitar possíveis transmissões a bordo e em terra.
Desembarque e medidas de contenção
O navio estava atracado no porto de Granadilla, na ilha de Tenerife, onde foi realizada a retirada dos passageiros com protocolos rigorosos de biossegurança. Equipes com equipamentos de proteção conduziram o transporte dos viajantes até o aeroporto local.
De acordo com o governo espanhol, 27 pessoas permaneceram na embarcação — entre tripulantes e profissionais de saúde —, que seguiu viagem rumo aos Países Baixos, onde passará por um processo completo de desinfecção. O porto também será higienizado.
Entenda o hantavírus
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com secreções de roedores infectados e pode causar doenças graves, como a síndrome cardiopulmonar por hantavírus. Embora não haja evidência consistente de transmissão sustentada entre humanos na maioria dos casos, surtos localizados exigem resposta rápida das autoridades de saúde.
Casos recentes em diferentes países têm levado governos a reforçar protocolos de vigilância, especialmente em ambientes fechados ou com grande circulação de pessoas, como hospitais e embarcações.
Apesar da ausência de sinais de disseminação em larga escala, a OMS ressalta que o cenário permanece sob observação, e novas confirmações ainda podem surgir nas próximas semanas.


