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Saúde

há 2 meses

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Anvisa proíbe medicamento com tirzepatida sem registro e determina apreensão no país

Produto chamado Lipoland é considerado irregular e pode representar riscos à saúde, segundo a agência

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada imediata do medicamento Lipoland do mercado brasileiro. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 17 de abril, inclui a apreensão do produto e a proibição de sua importação, comercialização, distribuição, divulgação e uso em todo o território nacional.

De acordo com o órgão regulador, o medicamento não possui registro sanitário no Brasil e está associado a um fabricante não identificado, o que inviabiliza a verificação de critérios básicos de qualidade, segurança e procedência.

Alems

Falta de registro impede comercialização

A legislação sanitária brasileira estabelece que qualquer medicamento precisa passar por avaliações rigorosas antes de ser autorizado para uso. Esse processo inclui testes de eficácia, análise da composição, controle de qualidade e verificação das condições de fabricação.

Sem esse aval, a venda e utilização do produto são proibidas no país. A ausência de registro também impede o rastreamento da origem e da cadeia produtiva, aumentando os riscos ao consumidor.

Substância é usada no tratamento de diabetes e obesidade

O Lipoland contém tirzepatida, substância utilizada no tratamento da diabetes tipo 2 e também empregada em terapias voltadas ao controle de peso. O composto atua em hormônios relacionados à regulação do apetite e dos níveis de glicose no sangue, estimulando receptores como GLP-1 e GIP, que influenciam a saciedade e o metabolismo.

Medicamentos com esse princípio ativo têm ganhado popularidade internacional nos últimos anos, especialmente no tratamento da obesidade, mas exigem prescrição médica e controle rigoroso.

Riscos à saúde e orientação ao consumidor

A Anvisa alerta que o uso de produtos sem registro pode trazer sérios riscos à saúde, uma vez que não há garantia sobre a composição, dosagem ou ausência de contaminantes.

Segundo a agência, medicamentos de origem desconhecida podem apresentar falhas que comprometem a eficácia do tratamento e colocam pacientes em perigo.

Diante disso, o órgão recomenda que a população evite o uso do Lipoland e busque apenas medicamentos devidamente regularizados junto à autoridade sanitária.

A fiscalização sobre produtos irregulares segue intensificada, especialmente em um cenário de crescimento da procura por tratamentos para emagrecimento e controle glicêmico no país.

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