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há 2 meses

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Universidade demite servidores por assédio sexual e mantém investigações em andamento

Casos envolvem denúncias de estudantes e professores, com relatos de condutas inapropriadas no ambiente acadêmico

A Universidade Federal do Ceará (UFC) anunciou a demissão de uma professora e de um técnico-administrativo após a conclusão de processos internos que comprovaram práticas de assédio sexual. As decisões foram tomadas no âmbito de procedimentos administrativos disciplinares conduzidos pela instituição, que também informou manter outras investigações em curso.

Os casos vieram à tona após denúncias feitas por integrantes da comunidade acadêmica, principalmente estudantes, que relataram situações recorrentes de constrangimento e abordagens inadequadas.

Alems

Denúncias envolveram estudantes e docentes

No caso do técnico-administrativo, a apuração teve início após uma denúncia registrada por meio da plataforma Fala.BR, canal oficial de ouvidoria do governo federal. A vítima, uma estudante, relatou episódios ocorridos ao longo de 2024, incluindo investidas insistentes, conversas de cunho sexual sem consentimento, envio de presentes e até perseguição em redes sociais.

Após a abertura do processo, o servidor foi afastado de suas funções e, ao final da investigação, teve a demissão confirmada.

Já em relação à professora, o procedimento reuniu um conjunto mais amplo de denúncias. Ao todo, foram identificados 10 relatos envolvendo estudantes e também outros docentes. Entre as condutas apontadas estão exposição de alunos a situações constrangedoras, falas consideradas desrespeitosas e comentários com conotação sexual durante atividades acadêmicas.

Cinco vítimas foram ouvidas formalmente, e o processo teve duração aproximada de dois anos até sua conclusão.

Processos seguiram trâmites internos

De acordo com a universidade, todas as etapas dos processos administrativos asseguraram o direito à ampla defesa dos investigados e passaram por diferentes instâncias internas antes da decisão final.

Além das demissões já efetivadas, a instituição informou que outros 17 casos de assédio seguem sob apuração. As investigações envolvem diferentes setores da universidade e reforçam a necessidade de medidas contínuas para combater esse tipo de conduta no ambiente acadêmico.

O cenário evidencia um movimento crescente de enfrentamento ao assédio em instituições de ensino superior, impulsionado por canais de denúncia e maior conscientização da comunidade acadêmica sobre comportamentos inadequados e suas consequências.

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