Poucas horas após o governo de Donald Trump anunciar a retomada do uso de injeções letais e dos pelotões de fuzilamento em execuções nos Estados Unidos, o papa Leão XIV se pronunciou condenando a pena de morte.
Em vídeo, publicado nesta sexta-feira (24) pelos perfis oficiais do Vaticano, o pontífice lembra do aniversário de 15 anos da abolição da pena de morte no estado de Illinois, nos Estados Unidos. A gravação, inicialmente, foi feita para estudantes que participavam de um evento realizado pela Universidade DePaul. Posteriormente, o material foi divulgado nas redes sociais.
Papa Leão relembra que em março de 2011, o estado de Illinois se transformou no 16° estado do país a abolir a pena de morte, após uma longa e controversa batalha que atestou que o sistema de pena capital carecia de credibilidade, era excessivamente caro e corria o risco de executar pessoas inocentes. Atualmente, 23 dos 50 estados dos EUA não prevêem a pena de morte.
O pontífice aproveitou para lembrar que, para a Igreja, a pena de morte é inadmissível.
“A Igreja Católica sempre ensinou que toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte natural, é sagrada e merece ser protegida. De fato, o direito à vida é o próprio fundamento de todos os outros direitos humanos. Por isso, somente quando uma sociedade tutela a sacralidade da vida humana pode florescer e prosperar”, disse o Papa em vídeo.
“Uno-me uno a vocês para celebrar a decisão tomada em 2011 pelo governador de Illinois e ofereço o meu apoio àqueles que lutam pela abolição da pena de morte nos Estados Unidos da América e em todo o mundo. Rezo para que os seus esforços levem a um maior reconhecimento da dignidade de cada pessoa e inspirem outros a trabalhar pela mesma causa justa.”


