As declarações do empresário e diplomata Paolo Zampolli, ligado ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, provocaram forte reação nesta semana após conteúdo considerado ofensivo contra mulheres brasileiras vir a público. As falas ocorreram durante uma entrevista à emissora italiana RAI e se somam a outros episódios recentes envolvendo o nome do aliado de Trump.
Linha do tempo do caso
Entrevista e declarações polêmicas (abril de 2026)
Durante conversa com a TV italiana, Zampolli afirmou que “mulheres brasileiras são programadas para causar problemas”, ao comentar seu relacionamento com a ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro. Em outro momento, acreditando não estar sendo gravado, fez afirmações ainda mais ofensivas:
“É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”.
As declarações rapidamente repercutiram nas redes sociais e na imprensa internacional, gerando críticas ao teor machista e xenofóbico.
Relação com Amanda Ungaro e deportação (2025)
Zampolli foi casado por quase duas décadas com Amanda Ungaro. Em 2025, a brasileira foi deportada dos Estados Unidos pelo serviço de imigração. Segundo o jornal The New York Times, o empresário teria atuado junto ao sistema imigratório para influenciar a detenção e retirada dela do país.
Nomeação como enviado especial (março de 2025)
Meses antes da polêmica, Zampolli foi nomeado por Donald Trump como enviado especial para assuntos globais, ampliando sua atuação política após anos de proximidade com o ex-presidente.
Sugestão à Fifa gera nova controvérsia (2026)
Ainda nesta semana, o empresário voltou ao noticiário ao sugerir à FIFA a substituição do Irã pela Itália na Copa do Mundo que será realizada na América do Norte, proposta que também gerou questionamentos e críticas.
Trajetória entre negócios e política
Nascido em Milão, Zampolli construiu carreira inicialmente no setor empresarial. Após herdar e vender uma empresa familiar ainda jovem, mudou-se para os Estados Unidos, onde fundou uma agência de modelos em Nova York no início dos anos 1990. Ele ganhou notoriedade por ter apresentado Melania Trump ao então empresário Donald Trump.
Sua entrada na esfera pública ocorreu em 2017, quando passou a atuar como representante da Dominica junto à ONU, consolidando posteriormente sua ligação com o círculo político de Trump.
Repercussão e críticas
As falas recentes ampliam a pressão sobre o empresário, especialmente pelo teor das declarações e pelo contexto de sua posição diplomática. Até o momento, não houve anúncio oficial de medidas formais relacionadas ao episódio, mas a repercussão internacional mantém o caso em evidência e reacende debates sobre conduta de representantes públicos em funções sensíveis.


