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BRB quer que patrimônio de Vorcaro seja usado em indenização

Banco de Brasília acionou a Justiça pedindo reparação por prejuízos causados após a compra de ativos

O Banco de Brasília (BRB) quer que o patrimônio de Vorcaro seja usado em indenização em uma ação judicial contra o Banco Master, que envolve a venda de carteiras de crédito consideradas problemáticas ou até inexistentes.

O Banco de Brasília acionou a Justiça pedindo reparação por prejuízos causados após a compra desses ativos. O processo foi protocolado na 13ª Vara Cível de Brasília no dia 13 de abril. 

Alems

Na ação, a defesa do BRB solicita que não apenas o Banco Master seja responsabilizado, mas também seus sócios e pessoas ligadas às supostas irregularidades. A ideia é que o patrimônio pessoal desses envolvidos — incluindo o do empresário Daniel Vorcaro — possa ser utilizado para pagar a indenização, garantindo que o banco consiga recuperar os valores perdidos.

Além do Master e de Vorcaro, também são citados como réus outros nomes e fundos de investimento que teriam relação com as operações investigadas.

Segundo informações já reveladas, o BRB movimentou R$ 30,4 bilhões em carteiras de crédito do Banco Master desde julho de 2024. Desse total, cerca de R$ 12 bilhões estariam ligados a ativos que, de acordo com investigação da Polícia Federal, não existiriam de fato.

Caso a Justiça não aceite o uso direto do patrimônio das pessoas físicas, o banco pede uma alternativa: que todos os envolvidos sejam condenados em conjunto, o que significa que qualquer um deles poderia ser cobrado pelo valor total do prejuízo.

O pedido faz parte de um processo que já resultou, em fevereiro, no bloqueio de ações avaliadas em R$ 376,4 milhões. No entanto, os advogados do BRB argumentam que esse valor é insuficiente diante do tamanho das perdas, que podem chegar à casa dos bilhões.

A ação ainda será analisada pela Justiça. Enquanto isso, o BRB enfrenta uma crise financeira decorrente da compra desses ativos e já prevê a necessidade de reservar cerca de R$ 8,8 bilhões para cobrir possíveis perdas.

Com informações de Metrópoles

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