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Saúde

há 2 meses

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Sedentarismo traz impactos severos à saúde cardiovascular, alerta especialista

Falta de atividade física compromete o funcionamento do coração e aumenta risco de doenças crônicas

A ausência de exercícios físicos regulares vai muito além de questões estéticas e pode representar um risco significativo para a saúde. Considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma “epidemia moderna”, o sedentarismo figura entre os principais fatores de risco para doenças crônicas, afetando diretamente o sistema cardiovascular — muitas vezes antes mesmo de qualquer sintoma aparecer.

Em entrevista, o cardiologista Roberto Yano detalhou como a inatividade interfere no organismo e destacou os prejuízos de uma rotina com pouco movimento.

Alems

“A falta de movimento continua sendo um dos principais inimigos da saúde integral e, especialmente, da saúde do coração. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 47% dos adultos brasileiros são sedentários, um número que acende um alerta para o aumento de doenças cardiovasculares, como hipertensão, infarto e AVC”, alerta o especialista.

Efeitos no funcionamento do coração

Segundo Yano, a ausência de atividade física compromete o desempenho do sistema cardiovascular. Sem estímulo adequado, o coração perde eficiência e os vasos sanguíneos tendem a se tornar mais rígidos, elevando gradualmente o risco de complicações.

“Quando o corpo não se movimenta adequadamente, o sistema cardiovascular perde eficiência, os vasos ficam mais rígidos e o risco de doenças aumenta de forma silenciosa e progressiva”, explica.

Além disso, a falta de exercícios reduz a capacidade de bombeamento do coração, favorecendo o acúmulo de gordura nas artérias e alterações importantes no organismo.

“Com o tempo, isso favorece o acúmulo de gordura nas artérias, o aumento da pressão arterial e alterações nos níveis de colesterol e glicose no sangue”, salienta.

O especialista também ressalta que o sedentarismo contribui para outros fatores que agravam a saúde cardiovascular, como o excesso de peso e processos inflamatórios.

“O sedentarismo contribui para o ganho de peso e para processos inflamatórios crônicos, fatores que sobrecarregam o coração”, afirma.

Problema que afeta todas as idades

Outro ponto destacado é que os efeitos da inatividade não se restringem à população idosa. Embora os riscos se tornem mais evidentes com o avanço da idade, os danos começam muito antes e atingem pessoas de todas as faixas etárias.

“Muitas pessoas só percebem o problema quando surgem sintomas mais graves, mas o dano começa muito antes. É nesse estágio que os cuidados têm mais efeito”, explica.

Mesmo indivíduos sem doenças aparentes podem estar expostos aos riscos. A falta de movimento, segundo o cardiologista, tem efeito acumulativo e pode antecipar problemas cardíacos, especialmente em um contexto de rotina cada vez mais sedentária.

“A falta de movimento age de forma cumulativa. Anos sem atividade física cobram seu preço mais cedo ou mais tarde. A rotina cada vez mais parada, marcada por longos períodos sentados, uso excessivo de telas e pouca movimentação diária, tem antecipado problemas cardíacos em adultos jovens”, afirma.

Por fim, o médico reforça que a prática de atividades físicas é uma das medidas mais eficazes para preservar a saúde do coração.

“O movimento é um dos medicamentos mais eficazes e acessíveis para a saúde do coração. Cuidar do coração começa com escolhas simples, feitas todos os dias”, emenda Roberto Yano.

Antes de iniciar qualquer atividade física, a recomendação é buscar orientação médica especializada.

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