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há 2 meses

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Advogada é presa por delegado após criticar decisão nas redes sociais

Delegado apontou difamação; OAB-GO considerou abuso de autoridade, e Polícia Civil irá investigar conduta

Uma advogada foi presa após fazer uma publicação nas redes sociais criticando a decisão de um despacho policial, que determinava o arquivamento de uma ocorrência registrada pela mesma, referente à uma ofensa feita por um servidor público.

Aricka Cunha estava em seu escritório, localizado em Cocalzinho de Goiás, quando foi detida pelo delegado responsável pelo arquivamento do caso, que interpretou a publicação como difamação. Ela foi levada para a delegacia e liberada após pagamento de fiança, no valor de R$ 10 mil.

Alems

De volta às redes sociais, a advogada classificou a prisão como ilegal.

“Uma advogada, dentro do seu escritório, no exercício da profissão, sendo algemada por expressar opinião. Isso não é normal. Isso não é legal. Isso não pode ser aceito (...) O Estatuto da Advocacia garante a inviolabilidade do escritório. Mas, na prática, o que vimos foi o desrespeito sendo executado à luz do dia”, publicou.

OAB-GO se manifestou

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO), apontou abuso de autoridade por parte do delegado, instaurou procedimentos e acionou a Corregedoria-Geral da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública para apuração de conduta.

Confira a nota da OAB-GO na íntegra:

O Sistema de Defesa das Prerrogativas (SDP) da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) determinou a imediata instauração de procedimentos contra o delegado de Polícia Civil Christian Zilmon Mata dos Santos, após a prisão considerada arbitrária de advogada, no município de Pirenópolis.
 
A decisão, formalizada pela Portaria n.º 05/2026, foi assinada na manhã desta quinta-feira, dia 16 de abril, pelo presidente do SDP, Alexandre Carlos Magno Mendes Pimentel. O documento detalha uma série de violações que ferem não apenas o Estatuto da Advocacia (EAOAB – Lei Federal n.º 8.906/94), como também os direitos fundamentais da profissional.

Diante da gravidade dos fatos, o SDP determinou:

– Formalização imediata de representação por crime de abuso de autoridade junto ao procurador-geral de Justiça;

– Acionamento da Corregedoria-Geral da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública para apuração de conduta;

– Publicação de posicionamento oficial contra o ato do delegado.

Além dessas medidas, a Procuradoria de Prerrogativas já atua nos autos do processo (nº 5332342-23.2026.8.09.0177) para requerer a nulidade absoluta do Auto de Prisão em Flagrante (APF). Também será feita a coleta de depoimentos de testemunhas por meio de videoconferência para instruir o procedimento interno. “Iremos continuar acompanhando o caso até que todas as responsabilidades sejam apuradas”, acrescenta Alexandre.

Polícia Civil irá investigar a conduta

A Polícia Civil informou que o caso foi encaminhado à Corregedoria, que ficará responsável por investigar o ocorrido.

Confira a nota da PCGO na íntegra:

A Polícia Civil de Goiás informa que o fato foi levado ao conhecimento da Superintendência de Correições e Disciplina da PCGO, que está tomando as providências necessárias para a escorreita apuração do ocorrido.

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