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Internacional

há 3 meses

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Israel afirma ter eliminado chefe da Inteligência do Irã em nova escalada de tensão

Anúncio ocorre após mortes de outras lideranças iranianas ligadas à segurança e forças paramilitares

O governo de Israel informou nesta quarta-feira (18) que suas forças militares mataram o ministro da Inteligência do Irã, Esmail Khatib. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa israelense, em meio a uma sequência de ações contra autoridades iranianas.

Anúncio e expectativa de novas ações

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou a morte de Khatib e indicou que novas ofensivas podem ocorrer ao longo do dia.

Alems

"surpresas significativas são esperadas ao longo deste dia em todas as frentes"

A fala reforça o cenário de tensão crescente entre os dois países, com possibilidade de novos desdobramentos militares.

Sequência de mortes de autoridades

A morte de Khatib acontece um dia após outras baixas importantes no aparato de segurança iraniano. Entre elas, o alto funcionário Ali Larijani e o líder da força paramilitar Basij, grupo ligado à Guarda Revolucionária.

As ações indicam uma intensificação das operações direcionadas a figuras estratégicas do governo iraniano.

Histórico de sanções e acusações

Khatib já havia sido alvo de sanções impostas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos em 2022. À época, o órgão apontou que o Ministério da Inteligência do Irã atuava em operações cibernéticas contra interesses norte-americanos e de aliados.

Khatib "dirige várias redes de agentes de ameaças cibernéticas envolvidos em espionagem cibernética e ataques de ransomware em apoio aos objetivos políticos do Irã", disse o Tesouro na época

O órgão também classificou o ministério como responsável por violações de direitos humanos dentro do país.

"Sob sua liderança, o (Ministério da Inteligência) reprimiu um grande número de defensores dos direitos humanos, ativistas dos direitos das mulheres, jornalistas, cineastas e membros de grupos religiosos minoritários", afirmou.

Segundo as autoridades norte-americanas, o órgão também perseguiu pessoas que denunciavam abusos e utilizou práticas como detenções em centros secretos e tortura durante o período em que Khatib esteve à frente da pasta.

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