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há 3 meses

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Encalhe de 54 golfinhos na Escócia ocorre durante tentativa de ajudar fêmea em parto difícil

Relatório de investigação feita pelo governo escocês indica que comportamento social do grupo e condições ambientais contribuíram para a tragédia

Um grupo de 54 baleias-piloto, espécie de golfinho do gênero Globicephala, protagonizou um dos maiores encalhes registrados recentemente ao ficar preso na Baía de Tolsta, em julho de 2023. Do total de animais, apenas um conseguiu sobreviver; os demais morreram ou foram submetidos à eutanásia para evitar sofrimento prolongado.

Somente no início de 2026 um relatório elaborado pelo governo da Escócia detalhou as possíveis causas do episódio. O estudo concluiu que o encalhe coletivo foi provocado por uma combinação de fatores biológicos, sociais e ambientais.

Alems

Parto difícil desencadeou reação do grupo

De acordo com o levantamento conduzido pela Scottish Marine Animal Stranding Scheme (Smass), entidade de pesquisa financiada pelo governo escocês, o comportamento altamente social das baleias-piloto foi decisivo para o desfecho.

Segundo os pesquisadores, o bando acompanhava uma fêmea que enfrentava dificuldades durante o parto. Para protegê-la de possíveis predadores, os demais indivíduos permaneceram próximos enquanto ela nadava em direção à costa. No entanto, quando tentaram retornar ao mar aberto, a profundidade da água já era insuficiente, o que levou ao encalhe coletivo.

A investigação também constatou que os animais estavam saudáveis, descartando a hipótese de doença disseminada entre o grupo.

Condições ambientais agravaram a situação

O relatório aponta que fatores naturais — como ventos, correntes marítimas e o relevo do fundo marinho na região — contribuíram para impedir que os golfinhos conseguissem retornar às águas profundas.

“O evento em Tolsta serve como um lembrete de que encalhes em massa raramente são resultado de uma única causa. Em vez disso, surgem da junção da fisiologia individual, do comportamento social do grupo e das condições ambientais marinhas externas”, afirmou o cientista responsável pela investigação, Andrew Brownlow, em entrevista ao jornal The Guardian.

Os pesquisadores ressaltam que a forte sociabilidade da espécie é um traço natural, mas destacam que mudanças no ambiente marinho, associadas ao aquecimento global, tornam ainda mais importante compreender como esses fatores interagem para prevenir episódios semelhantes no futuro.

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