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Saúde

há 4 meses

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Estudo aponta que exame de sangue pode indicar longevidade em idosos

Pesquisa identificou moléculas no sangue capazes de prever a sobrevivência com alta precisão

Um exame de sangue simples pode, no futuro, ajudar médicos a estimar quais pessoas têm maior probabilidade de viver mais tempo. A conclusão faz parte de um estudo publicado em fevereiro na revista científica Aging Cell, que identificou biomarcadores no sangue associados à expectativa de vida em idosos.

A pesquisa analisou pequenas moléculas presentes na circulação sanguínea que funcionam como indicadores do processo de envelhecimento. Esses sinais biológicos podem revelar se o organismo está envelhecendo de forma saudável ou acelerada.

Alems

Moléculas podem indicar chances de sobrevivência

O trabalho foi conduzido por cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos. A equipe avaliou mais de mil amostras de sangue de pessoas idosas para investigar se determinados componentes moleculares poderiam prever a probabilidade de sobrevivência ao longo dos anos seguintes.

Os pesquisadores concentraram a análise em moléculas conhecidas como piRNAs, um tipo de RNA extremamente pequeno que circula no sangue e desempenha papel na regulação da atividade genética e de diversos processos celulares.

Após examinar os dados, os cientistas identificaram um grupo de seis dessas moléculas associado à chance de sobrevivência dos participantes. “A combinação de apenas alguns piRNAs foi o fator mais forte para prever a sobrevivência em dois anos em adultos mais velhos”, afirmou a autora sênior do estudo, Virginia Byers Kraus, professora da Escola de Medicina da universidade.

De acordo com os resultados, o conjunto dessas moléculas conseguiu prever a sobrevivência dos participantes com até 86% de precisão. A equipe também repetiu a análise em um segundo grupo de voluntários e encontrou padrões semelhantes, o que reforçou a consistência dos achados.

O papel dos biomarcadores

As moléculas que indicam processos biológicos do organismo são chamadas de biomarcadores. Elas podem ser identificadas no sangue, em tecidos ou em outros fluidos corporais e ajudam pesquisadores e profissionais de saúde a compreender melhor o funcionamento do corpo e os riscos associados a determinadas condições.

No caso da nova pesquisa, os piRNAs podem atuar como sinais do ritmo de envelhecimento do organismo, mostrando como o corpo responde ao passar do tempo.

Apesar dos resultados promissores, os cientistas ressaltam que o exame ainda não pode ser utilizado na prática clínica. Novos estudos serão necessários para confirmar as conclusões e entender de que forma esses biomarcadores poderão ser aplicados no acompanhamento da saúde.

A expectativa é que, no futuro, testes desse tipo auxiliem médicos a identificar idosos com maior risco de complicações e a orientar estratégias para um envelhecimento mais saudável.

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