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há 4 meses

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Tensão no Oriente Médio paralisa tráfego de petroleiros no golfo Pérsico

Mais de 150 navios aguardam em alto-mar após ataques ao Irã e risco no estreito de Hormuz

A escalada militar envolvendo o Irã provocou um efeito imediato no comércio global de energia. Pelo menos 150 petroleiros e embarcações de gás natural liquefeito decidiram lançar âncora fora do estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da oferta mundial de petróleo.

Alems

Dados de rastreamento marítimo indicam que os navios permanecem concentrados em águas próximas a grandes produtores da região, como Iraque, Arábia Saudita e Catar, este último relevante no mercado de gás natural liquefeito. O fluxo de embarcações de grande porte na área caiu de forma acentuada desde o sábado (28), quando ocorreram os ataques.

Grandes companhias de navegação suspenderam operações na região. A francesa CMA CGM determinou que seus navios permaneçam em segurança e desviou rotas que incluíam o canal de Suez, optando pelo trajeto mais longo pelo Cabo da Boa Esperança, no sul da África. A alemã Hapag-Lloyd também congelou o trânsito pelo estreito.

Empresas asiáticas como Mitsui OSK Lines e NYK Lines adotaram medidas semelhantes, priorizando a segurança de tripulações e cargas. A dinamarquesa Maersk já havia alertado clientes sobre possíveis atrasos nas entregas.

O impacto é considerado mais sensível para o mercado internacional do que eventuais restrições às exportações iranianas, que representam menos de 3% da oferta global. Ainda assim, a instabilidade levou o banco britânico Barclays a elevar sua projeção para o petróleo Brent, estimando que o barril possa atingir US$ 100 diante do risco de interrupção no fornecimento.

 

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