O chanceler da China, Wang Yi, afirmou neste domingo (1º) que o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, é “inaceitável” e viola o direito internacional. A declaração foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores chinês após a ofensiva atribuída aos Estados Unidos e a Israel.
Segundo a nota oficial, Wang afirmou que “matar abertamente o líder de um Estado soberano e instigar mudança de regime” fere as normas básicas das relações internacionais. O ministro também disse que Pequim está profundamente preocupada com a situação e reforçou a oposição do país ao uso da força em disputas geopolíticas.
A manifestação ocorreu durante uma conversa telefônica com o chanceler russo Sergei Lavrov, que também criticou a ofensiva militar e alertou para os impactos na estabilidade do Oriente Médio. Segundo a diplomacia chinesa, ambos defenderam a necessidade de conter a escalada e retomar negociações.
O posicionamento segue a linha adotada por Pequim em crises internacionais, priorizando o diálogo diplomático. A ofensiva ocorreu em meio a tratativas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, pauta defendida pelo ex-presidente Donald Trump como prioridade estratégica.
Diante do agravamento do conflito, a chancelaria chinesa orientou seus cidadãos a deixarem o Irã e indicou rotas de evacuação por países vizinhos. Também houve alertas para chineses em Israel buscarem áreas seguras ou deixarem o território.
Em pronunciamentos anteriores, representantes chineses na ONU já haviam condenado a ação militar e defendido o respeito à soberania e à integridade territorial do Irã. Pequim também alertou que a morte de Khamenei pode intensificar as tensões regionais e comprometer negociações diplomáticas em andamento.


