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há 4 meses

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China condena morte de líder iraniano e diz que ação viola direito internacional

Chanceler afirma que assassinato de chefe de Estado soberano é inaceitável e pede fim da escalada militar

O chanceler da China, Wang Yi, afirmou neste domingo (1º) que o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, é “inaceitável” e viola o direito internacional. A declaração foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores chinês após a ofensiva atribuída aos Estados Unidos e a Israel.

Segundo a nota oficial, Wang afirmou que “matar abertamente o líder de um Estado soberano e instigar mudança de regime” fere as normas básicas das relações internacionais. O ministro também disse que Pequim está profundamente preocupada com a situação e reforçou a oposição do país ao uso da força em disputas geopolíticas.

Alems

A manifestação ocorreu durante uma conversa telefônica com o chanceler russo Sergei Lavrov, que também criticou a ofensiva militar e alertou para os impactos na estabilidade do Oriente Médio. Segundo a diplomacia chinesa, ambos defenderam a necessidade de conter a escalada e retomar negociações.

O posicionamento segue a linha adotada por Pequim em crises internacionais, priorizando o diálogo diplomático. A ofensiva ocorreu em meio a tratativas entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano, pauta defendida pelo ex-presidente Donald Trump como prioridade estratégica.

Diante do agravamento do conflito, a chancelaria chinesa orientou seus cidadãos a deixarem o Irã e indicou rotas de evacuação por países vizinhos. Também houve alertas para chineses em Israel buscarem áreas seguras ou deixarem o território.

Em pronunciamentos anteriores, representantes chineses na ONU já haviam condenado a ação militar e defendido o respeito à soberania e à integridade territorial do Irã. Pequim também alertou que a morte de Khamenei pode intensificar as tensões regionais e comprometer negociações diplomáticas em andamento.

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