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CIÊNCIA

há 4 meses

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Estudo de perito da Polícia Científica de MS é publicado pela UFMS e amplia recursos da medicina leg

Pesquisa reforça uso da entomologia forense para esclarecer causas de morte em casos complexos

Um estudo desenvolvido pelo perito médico-legista Guido Vieira Gomes, chefe do Núcleo Regional de Medicina Legal (NRML) de Dourados da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, foi publicado na revista científica Orbital, vinculada ao Instituto de Química da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

A pesquisa é resultado da tese de doutorado defendida pelo perito em 2025 e propõe o uso de remanescentes entomológicos — como pupários de moscas — como fonte complementar de vestígios em investigações criminais. Pupários são estruturas rígidas deixadas pelos insetos após o ciclo de desenvolvimento e podem permanecer no solo mesmo quando o corpo já está em estágio avançado de decomposição.

Alems

O estudo avaliou a possibilidade de identificar resíduos de disparo de arma de fogo nesses vestígios biológicos. Os resultados indicam que é possível detectar elementos químicos característicos desses resíduos nos pupários, o que pode contribuir para a determinação da causa da morte, especialmente em situações nas quais os vestígios tradicionais já não estão preservados.

Segundo Guido, a ideia surgiu da experiência prática na rotina da medicina legal. Ele explica que, em casos envolvendo corpos esqueletizados ou em decomposição avançada, a definição da causa do óbito é um desafio, e a análise de pupários pode representar uma alternativa técnica relevante.

Para o perito, a publicação consolida uma linha de pesquisa que aproxima a produção acadêmica da atuação pericial. Ele destaca que a integração entre ciência e prática fortalece a qualidade dos laudos e amplia as possibilidades de esclarecimento de casos.

Guido também ressaltou o caráter coletivo do trabalho, construído ao longo dos anos com apoio de professores, colegas e instituições que contribuíram para o desenvolvimento da pesquisa.

O artigo completo pode ser acessado no site da revista Orbital, no portal de periódicos da UFMS.

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