Uma série de mensagens enviadas a médicos de diferentes especialidades colocou sob suspeita a comercialização de canetas emagrecedoras manipuladas no país. O conteúdo foi revelado pelo Jornal Nacional, que teve acesso a comunicações atribuídas a 13 empresas oferecendo medicamentos para perda de peso fora das regras sanitárias.
O caso ganhou repercussão após alerta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre o uso indiscriminado desses produtos. A manipulação de medicamentos é permitida apenas mediante prescrição individualizada e dentro de critérios técnicos específicos.
Entre os pontos levantados está a tirzepatida, princípio ativo patenteado pela farmacêutica Eli Lilly, que não possui versão genérica autorizada no Brasil. A oferta de substâncias com o mesmo composto, fora das condições reguladas, pode configurar infração sanitária.
As empresas citadas divulgaram notas negando irregularidades. Algumas afirmaram atuar apenas como representantes comerciais, outras destacaram que manipulam medicamentos exclusivamente sob prescrição médica e em conformidade com as normas vigentes. Também houve quem solicitasse acesso às denúncias para apuração interna.

