A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou recentemente uma mudança no regulamento das transmissões realizadas dentro dos estádios sob sua organização, o que tem gerado insatisfação entre profissionais de rádio, web rádios e jornalistas esportivos. A partir de agora, passam a ser proibidas as exibições de imagens em vídeo dos comunicadores nas cabines de imprensa ao vivo durante as partidas do Campeonato Brasileiro e outras competições administradas pela entidade, permitindo apenas a veiculação do áudio das narrações e comentários.
Nova regra e seu alcance
Comunicado enviado pela CBF aos veículos credenciados estabelece que, em transmissões feitas por plataformas digitais como YouTube, os profissionais só poderão manter em tela uma foto estática — sem imagens em vídeo — enquanto narram ou comentam os jogos em tempo real. Gravações em vídeo dentro das áreas destinadas à imprensa também foram proibidas, segundo as orientações repassadas aos meios de comunicação que cobrem os jogos.
A decisão da confederação foi justificada internamente como uma tentativa de aproximar o Brasil a modelos internacionais já observados em competições sob controle de outras entidades, como a sul-americana CONMEBOL, que também tem restrições sobre a circulação de imagens e vídeos captados por veículos não detentores de direitos específicos em campos e cabines.
Críticas e protestos dos profissionais de imprensa
A medida provocou reação imediata de muitos profissionais que atuam em emissoras de rádio comunitárias, webrádios e plataformas digitais de esportes. Um grupo de narradores e comentaristas organizou na última semana um protesto simbólico na entrada de um dos estádios onde ocorria rodada do Campeonato Brasileiro, com faixas e cartazes pedindo mais liberdade editorial e respeito ao trabalho da imprensa.
Uma das profissionais presentes no ato declarou: “Nossa relação com o público passa pela imagem, e essa limitação compromete nossa cobertura e afasta quem nos acompanha” — frase que circulou nas redes sociais e repercutiu entre comunicadores esportivos.
Representantes de associações de cronistas esportivos também emitiram notas criticando a postura da CBF, argumentando que a restrição prejudica a transparência da cobertura jornalística e dificulta a aproximação da audiência com a realidade dos profissionais que estão dentro dos estádios. Até o momento, a confederação não anunciou qualquer alteração na regra, mantendo a eficácia da nova diretriz.
Autoridades de radiodifusão e entidades de classe afirmam que devem continuar dialogando com a CBF nas próximas semanas para tentar revisar a política ou encontrar alternativas que atenuem os impactos da decisão sobre as transmissões.


