A Polícia Federal concluiu a contagem do dinheiro lançado pela janela de um apartamento em Balneário Camboriú (SC) durante o cumprimento de mandado na terceira fase da Operação Barco de Papel. Segundo os investigadores, o total recuperado soma R$ 429 mil.
As cédulas foram arremessadas do 30º andar do edifício assim que os agentes chegaram ao imóvel. Imagens do dinheiro espalhado pelo chão circularam amplamente nas redes e repercutiram nacionalmente.
Dinheiro lançado ao perceber chegada da PF
De acordo com a corporação, ao cumprir mandado de busca e apreensão em um dos endereços investigados, um dos ocupantes do apartamento atirou pela janela uma mala contendo dinheiro em espécie. Todo o valor foi recolhido pelos policiais.
Além da quantia em dinheiro, foram apreendidos dois veículos de alto padrão e dois telefones celulares.
Nesta etapa da operação, estão sendo executados dois mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema, ambas em Santa Catarina. As determinações judiciais partiram da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigação e tentativa de ocultação de provas.
Prisão de ex-dirigente e foco da apuração
Na semana passada, o ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso por agentes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal em Itatiaia (RJ), após retornar dos Estados Unidos. Ele é suspeito de obstrução de investigações e ocultação de provas.
A Operação Barco de Papel apura possíveis irregularidades na compra de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que foi posteriormente liquidada pelo Banco Central. Conforme as investigações, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria aplicado aproximadamente R$ 970 milhões no banco.


