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Supersalários colocam STF no centro de novo embate interno

Decisão de Flávio Dino sobre penduricalhos amplia tensão com Edson Fachin e reacende debate sobre agenda ética da Corte

O Supremo Tribunal Federal voltou a expor divergências internas após o ministro Flávio Dino suspender os chamados penduricalhos que elevam salários do funcionalismo acima do teto constitucional. A medida foi interpretada, nos bastidores, como um gesto político que atinge diretamente a condução do presidente da Corte, Edson Fachin.

Ao barrar os pagamentos, Dino argumentou que os supersalários violam o princípio da moralidade administrativa e representam uma distorção incompatível com a Constituição. A decisão ocorre no momento em que Fachin articula a criação de um código de conduta para magistrados, proposta vista como uma tentativa de responder ao desgaste institucional provocado pelo caso Banco Master.

Ministros ouvidos reservadamente avaliam que o plenário deve confirmar a liminar no próximo dia 25, possivelmente com ajustes para que a regulamentação fique sob responsabilidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A sessão promete ampliar o debate sobre os limites éticos e a atuação pública de juízes e integrantes do Supremo.

A movimentação de Dino é interpretada por parte da Corte como uma sinalização de que o enfrentamento aos supersalários deveria ser prioridade antes da imposição de regras sobre palestras, participação em eventos e manifestações públicas.

Aliados de Fachin, por sua vez, minimizam a leitura de confronto e afirmam que o combate às distorções salariais também integra a pauta administrativa do CNJ.

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