Cuba vive uma das fases mais críticas de sua história recente. A interrupção no fornecimento de petróleo, resultado direto da nova ofensiva econômica dos Estados Unidos, empurrou o país para um cenário de colapso energético que já impacta desde aeroportos até o abastecimento de alimentos e medicamentos. Sem combustível suficiente, o governo cubano anunciou que não consegue mais abastecer aviões, obrigando companhias aéreas a reverem operações no país.
A crise é consequência de uma estratégia adotada pelo governo de Donald Trump para intensificar o isolamento econômico da ilha. Nas últimas semanas, Washington passou a impedir a venda de petróleo para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que mantivesse o fornecimento. A medida atingiu em cheio a economia cubana, altamente dependente de importações de combustível.
A Venezuela, principal fornecedora de petróleo, deixou de enviar cargas após o endurecimento das sanções americanas. O México, que havia assumido parte do abastecimento, anunciou a suspensão das vendas nesta semana, alegando riscos à própria economia. O resultado imediato foi a redução drástica da oferta de energia no país.
Com produção interna insuficiente para atender à demanda, Cuba enfrenta apagões diários que podem durar até 15 horas. O transporte público opera de forma limitada, dificultando a mobilidade da população. A escassez de combustível também compromete a distribuição de produtos básicos, agravando a falta de alimentos e remédios.
Diante do agravamento da crise, o governo do presidente Miguel Díaz-Canel adotou medidas emergenciais, como racionamento de combustível, redução do horário comercial e fechamento temporário de hotéis para economizar energia. O turismo, principal fonte de divisas do país, também foi afetado.
Enquanto isso, o governo americano sustenta que a pressão econômica é uma forma de forçar mudanças políticas em Cuba. Trump classificou o país como uma “ameaça à segurança nacional” e afirmou que o regime cubano precisa aceitar um acordo, sem detalhar os termos. Havana rejeitou a classificação e reafirmou que está disposta ao diálogo, desde que sua soberania seja respeitada.


