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há 5 meses

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CPMI do INSS buscará diálogo com Toffoli para acesso a dados sob sigilo de Vorcaro e do Master

Comissão pretende solicitar audiência no STF antes de recorrer à Justiça para reaver documentos protegidos por decisão do ministro

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS pretende tentar uma solução negociada com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli para obter acesso a documentos sigilosos relacionados a Daniel Vorcaro e ao banco Master. Antes de ingressar com um mandado de segurança, o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), planeja solicitar uma audiência com o magistrado.

A iniciativa ocorre após Toffoli determinar o envio do material ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), impondo sigilo total sobre os dados referentes à quebra de sigilos.

Alems

Tentativa de negociação

Antes do recesso parlamentar, a CPMI havia acionado a Advocacia do Senado para contestar a decisão do STF. No entanto, segundo integrantes da comissão, o órgão apenas encaminhou uma notificação à Corte, sem efeito prático, já que o Supremo não é obrigado a responder esse tipo de comunicação.

Na avaliação de Carlos Viana, houve falta de empenho para assegurar o acesso às informações solicitadas pela comissão, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o INSS.

“Antes, vou pedir uma audiência com o ministro Dias Toffoli. Esclarecer que vamos investigar apenas temas relacionados ao INSS, e o Master tem suspeitas fortes de fraudes em empréstimos consignados com o INSS. Não vamos mexer com as fraudes bancárias. E, assim, esperar que ele libere para nós os dados sigilosos do Daniel Vorcaro e do Master”, afirmou o presidente da CPMI do INSS.

Caso a conversa não resulte na liberação dos documentos, Viana não descarta recorrer a um mandado de segurança, instrumento jurídico utilizado para proteger direitos ameaçados por atos considerados ilegais ou abusivos de autoridades públicas.

Reação da comissão e próximos passos

Parlamentares que integram a CPMI avaliam que a decisão de Toffoli foge aos procedimentos usuais e afirmam não haver precedentes de documentos produzidos por uma comissão de inquérito do Congresso serem transferidos ao presidente de uma das Casas Legislativas.

Além disso, a comissão agendou para esta quarta-feira (28) o depoimento de Daniel Vorcaro. No entanto, os advogados do empresário já informaram que devem solicitar ao STF que ele seja dispensado de comparecer ou, alternativamente, tenha garantido o direito de permanecer em silêncio durante eventual oitiva.

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