O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou emergência nacional em relação a Cuba e autorizou a criação de um mecanismo para impor tarifas a países que vendam ou forneçam petróleo à ilha. A medida foi oficializada por meio de ordem executiva assinada nesta quinta-feira (29) e passa a valer a partir de quinta-feira (30).
De acordo com o governo norte-americano, as tarifas poderão atingir produtos importados de países que, direta ou indiretamente, abasteçam Cuba com petróleo. A aplicação das sanções será baseada em avaliações de segurança nacional e de política externa conduzidas pelas autoridades dos Estados Unidos.
O texto da ordem cita acusações de que o governo cubano mantém vínculos com países e grupos considerados hostis por Washington, como Rússia, China e Irã, além de organizações classificadas como terroristas, entre elas Hamas e Hezbollah. O documento também menciona supostas violações de direitos humanos e ações que, segundo a Casa Branca, contribuem para a instabilidade regional.
As sanções não serão automáticas. O Departamento de Comércio ficará responsável por identificar os países que fornecem petróleo a Cuba, enquanto o Departamento de Estado decidirá se haverá aplicação de tarifas e qual será o nível das medidas. A ordem prevê ainda a possibilidade de endurecimento das ações caso haja retaliações por parte dos países afetados.
O anúncio reforça a postura mais rígida adotada por Trump em relação a Cuba desde o início do ano. Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o governo avalia alternativas para restringir o fornecimento de energia à ilha como forma de pressionar o regime cubano.
Dados comerciais indicam que, em 2025, o Brasil exportou US$ 283,3 milhões para Cuba, principalmente produtos do agronegócio, e importou US$ 2,9 milhões do país caribenho.


