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JUDICIÁRIO

há 5 meses

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Gonet aponta combate ao crime e às fake news como prioridades nas eleições de 2026

Procurador-geral também destaca enfrentamento à violência política de gênero e uso de tecnologia como focos do MP Eleitoral

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que o combate à influência do crime organizado, à disseminação de notícias falsas e à violência política está entre as principais prioridades do Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) para as eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista à CNN.

Segundo Gonet, essas práticas representam ameaças diretas à legitimidade do processo democrático e exigem atuação firme e coordenada das instituições. “Essas ameaças não atingem apenas candidatas e candidatos, mas comprometem a própria legitimidade das instituições democráticas. Diante desse cenário, a atuação do MP Eleitoral tem sido pautada por ações preventivas, coordenadas e firmes”, afirmou.

Alems

Além de procurador-geral da República, Gonet exerce a função de procurador-geral eleitoral, com atuação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre as medidas adotadas, está a criação, no fim de 2025, de um grupo de trabalho voltado ao enfrentamento do crime organizado no processo eleitoral, oferecendo suporte a procuradores e promotores em todo o país. A equipe atua em articulação com os Gaecos e com núcleos de inteligência dos Ministérios Públicos federal, estaduais e do Distrito Federal.

Violência política de gênero

O enfrentamento à violência política de gênero e o incentivo à maior participação feminina na política também foram elencados como prioridades. Gonet explicou que uma orientação conjunta da Procuradoria-Geral Eleitoral com a Câmara Criminal do Ministério Público Federal determina a priorização de investigações e processos relacionados a esse tipo de crime, com foco na responsabilização dos agressores e na proteção das vítimas.

Outro grupo de trabalho acompanha casos de violência política contra mulheres em todo o país e mantém diálogo com partidos e instituições. “A parceria prevê mecanismos de prevenção, acolhimento, acompanhamento e resposta aos casos de violência política contra as mulheres”, destacou.

O procurador-geral reforçou ainda que o MP Eleitoral fiscaliza o cumprimento da cota de gênero nas eleições e atua para coibir fraudes em todas as instâncias da Justiça Eleitoral.

Desafios da tecnologia

Gonet também chamou atenção para o uso de ferramentas tecnológicas na disseminação de desinformação. As eleições municipais de 2024 foram as primeiras no Brasil a contar com regras específicas sobre o uso de inteligência artificial, tendência que deve se manter nas eleições de 2026.

“Temos investido no desenvolvimento de ferramentas tecnológicas para auxiliar procuradores e promotores na identificação de irregularidades e na preservação de provas digitais”, afirmou.

Ao concluir, Gonet ressaltou que o Ministério Público Eleitoral seguirá vigilante durante o processo eleitoral. “Os desafios das eleições de 2026 exigem disposição cívica e compromisso com a democracia, para garantir que a vontade do eleitor prevaleça e que as instituições saiam fortalecidas”, disse.

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