Neste sábado (10), as forças militares dos Estados Unidos e de países aliados realizaram uma série de ataques aéreos em “larga escala” contra posições do grupo Estado Islâmico (ISIS) em várias regiões da Síria, informou o Comando Central dos EUA (CENTCOM) em comunicado oficial divulgado nas redes sociais.
Os ataques fazem parte da Operação Hawkeye Strike, lançada em 19 de dezembro de 2025, como retaliação a uma emboscada do ISIS em Palmira no dia 13 de dezembro, que resultou na morte de dois soldados norte-americanos e um intérprete civil, segundo agências internacionais e autoridades militares.
A ofensiva contra o ISIS
De acordo com relatórios oficiais do CENTCOM, os bombardeios ocorreram por volta das 12h30 (horário do leste dos EUA) e atingiram múltiplos alvos do Estado Islâmico em todo o território sírio, incluindo supostas infraestruturas, centros de treinamento e depósitos de armas.
Imagens divulgadas pelas autoridades mostram aviões de combate e drones sendo preparados para as missões, sem, no entanto, detalhar as áreas específicas atingidas ou número de vítimas.
Segundo a cobertura internacional, mais de 20 aeronaves — incluindo caças F-15, A-10, drones MQ-9 e aviões jordanianos F-16 — lançaram mais de 90 munições guiadas com precisão contra 35 alvos do ISIS, em coordenação com forças parceiras como a Jordânia.
Reação dos EUA e contexto da operação
Em nota, o CENTCOM afirmou que os ataques “tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria” e fazem parte de um compromisso de “erradicar o terrorismo, prevenir futuros ataques e proteger forças americanas e aliadas na região”.
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, comentou a ação em rede social:
“Nós nunca vamos esquecer, e nunca vamos ceder”, reforçando o tom de resposta dura de Washington.
Repercussão e desdobramentos geopolíticos
A ofensiva ocorre enquanto o novo governo sírio, liderado por figuras anteriormente rebeldes e ex-aliados de antigas milícias, busca se integrar na coalizão global contra o ISIS após a visita do presidente Ahmed al-Sharaa à Casa Branca em 2025.
Autoridades jordanianas declararam que seu país participou da ação com o objetivo de neutralizar capacidades terroristas e impedir que células do Estado Islâmico se reorganizem e planejem novos ataques regionais.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o número de mortos ou feridos decorrentes dos ataques deste sábado, e tanto o Pentágono quanto o Departamento de Estado dos EUA não comentaram além do comunicado militar.
O pano de fundo da Operação Hawkeye Strike
A Operação Hawkeye Strike foi anunciada em dezembro de 2025 depois que um combatente do Estado Islâmico emboscou um comboio conjunto de forças americanas e sírias em Palmira, um sítio arqueológico de grande importância histórica.
Analistas afirmam que, embora o grupo jihadista tenha perdido domínio territorial em anos anteriores, ele ainda mantém células ativas que representam risco à segurança de tropas internacionais e civis na região.


