Cinco dias após uma ação militar dos Estados Unidos com o objetivo de capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o governo venezuelano ainda não informou o número total de mortos e feridos, nem a extensão dos danos provocados. Os ataques atingiram Caracas e os estados de Aragua, La Guaira e Miranda.
De acordo com as poucas informações oficiais divulgadas até a noite de terça-feira (6), ao menos 58 pessoas morreram no sábado (3). Na ocasião, tropas norte-americanas invadiram o território venezuelano, bombardearam pontos considerados estratégicos e sequestraram Maduro e sua esposa, Cília Flores. Ambos teriam sido levados para um centro de detenção temporária em Nova York, nos Estados Unidos.
A ofensiva, denominada Operação Resolução Absoluta, resultou na morte de pelo menos 32 militares cubanos responsáveis pela segurança do presidente venezuelano, além de 24 integrantes do Exército da Venezuela. Duas vítimas civis também morreram e já foram identificadas.
Na terça-feira (6), a Força Armada Nacional Bolivariana realizou uma cerimônia em homenagem aos 24 soldados venezuelanos mortos. A operação militar teria ocorrido sem o aval do Congresso dos Estados Unidos e sem autorização do Conselho de Segurança da ONU.
No mesmo dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que muitas pessoas do “outro lado”, incluindo cubanos, morreram durante a ação, e afirmou que não houve baixas entre os militares norte-americanos.

