Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (7) a apreensão do petroleiro Marinera, anteriormente registrado como Bella 1, embarcação associada à Venezuela e que passou a operar recentemente sob bandeira da Rússia. A ação ocorreu no Atlântico Norte e foi confirmada pelas Forças Armadas norte-americanas após revelação da Reuters.

Segundo autoridades dos EUA, o navio violou sanções internacionais ao integrar uma rede de transporte de petróleo venezuelano destinada a países aliados do regime chavista. A apreensão foi realizada com base em mandado de um tribunal federal, após meses de monitoramento da embarcação, que vinha sendo perseguida desde o fim de 2025.
Nos últimos dias, o petroleiro teria recebido escolta de meios navais russos, incluindo um submarino, o que elevou a tensão entre Washington e Moscou. A operação contou com cooperação do Reino Unido, que forneceu apoio logístico, uso de bases militares e vigilância aérea.
O governo russo condenou a ação e afirmou que os EUA violaram o direito marítimo internacional, alegando ausência de jurisdição para a abordagem. A Casa Branca, por sua vez, sustentou que a embarcação navegava sob bandeira falsa, o que permitiria a interceptação sem violação das normas internacionais.
Além do Marinera, os Estados Unidos informaram a apreensão de outro petroleiro ligado à Venezuela, o Sophia, interceptado no Mar do Caribe. As medidas fazem parte da ofensiva do governo norte-americano para reforçar o bloqueio ao petróleo venezuelano, anunciado pelo presidente Donald Trump, em meio ao agravamento das tensões diplomáticas com Rússia e Venezuela.


