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Capital

há 6 meses

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Prefeitura anuncia compra milionária para normalizar fornecimento de remédios na rede municipal

Gestão afirma ter adquirido cerca de 32 milhões de unidades após pressão do Ministério Público, que cogitou intervenção estadual na saúde de Campo Grande

A Prefeitura de Campo Grande informou que realizou, nos últimos dias, uma ampla aquisição de medicamentos com o objetivo de regularizar o abastecimento nas unidades da rede municipal de saúde. A iniciativa atende a exigências feitas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que chegou a sinalizar a possibilidade de recorrer à Justiça para pedir a intervenção do Estado diante das falhas no sistema de saúde da Capital.

Segundo a administração municipal, a compra foi feita por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e envolve aproximadamente 32 milhões de unidades de medicamentos, entre comprimidos, ampolas e frascos. A previsão é de que os produtos comecem a ser entregues nos próximos dias, garantindo o atendimento à população.

Alems

Em nota, a prefeitura afirmou que o processo de regularização do estoque está em fase final e que os fornecedores já iniciaram as entregas, com expectativa de alcançar cerca de 90% de cobertura. A gestão informou ainda que, após a conclusão de etapas administrativas, licitatórias, orçamentárias e financeiras, foram emitidos aproximadamente 60 empenhos para a aquisição de medicamentos.

De acordo com o Executivo municipal, o monitoramento dos estoques é contínuo, com adoção de medidas para evitar novos desabastecimentos, como a aceleração de processos licitatórios, a reprogramação de itens que não tiveram êxito em licitações anteriores e a fiscalização dos prazos de entrega por parte das empresas contratadas.

A manifestação da prefeitura ocorreu após a divulgação de que o MPMS avaliava a possibilidade de pedir judicialmente a intervenção do Estado na saúde pública do município. O órgão apontava problemas recorrentes, como a falta de medicamentos básicos, escassez de vagas e demora no atendimento à população.

Em dezembro de 2025, o procurador-geral de Justiça, Romão Avila Milhan Júnior, declarou que a medida extrema poderia ser adotada caso não houvesse solução para os problemas identificados pelas promotorias da área da saúde. Segundo ele, a prioridade era buscar alternativas consensuais entre o Ministério Público, a prefeitura e o governo estadual, mas a intervenção não estava descartada.

“Nós recebemos representações que tratam da possibilidade de intervenção do Estado na saúde do Município de Campo Grande. Isso está sendo discutido, e o próprio Município busca evitar que se chegue a essa medida, que depende de decisão do Tribunal de Justiça. A prioridade é encontrar soluções consensuais, porque judicializar não resolve o problema por si só”, afirmou o procurador-geral na ocasião.

Mudança na gestão da Saúde

Outro ponto atendido pela prefeitura foi a nomeação de um novo secretário municipal de Saúde. No fim de dezembro, a prefeita Adriane Lopes anunciou Marcelo Luiz Brandão Vilela para comandar a Sesau, encerrando o período em que a pasta era administrada por um comitê gestor.

Desde setembro do ano passado, a secretaria estava sob gestão colegiada, criada após a exoneração da então secretária Rosana Leite, em meio a críticas sobre a qualidade dos serviços prestados. O comitê tinha a missão de promover uma reestruturação emergencial do sistema e implementar ajustes administrativos.

Marcelo Vilela já ocupou o cargo de secretário municipal de Saúde entre 2017 e 2019 e possui experiência em direção hospitalar e coordenação de programas de residência médica. A prefeitura afirma que a nomeação faz parte do processo de reorganização e fortalecimento da saúde pública municipal, com ações estruturantes em andamento.
 

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