Quinta, 9 Julho 2026

Anuncie aqui

Campo Grande

20°

Dólar Americano

Carregando...

-

Quinta, 9 Julho 2026

Brasil

há 6 meses

A+ A-

Acre registra enchentes e governo decreta emergência em cinco municípios

Fortes chuvas e elevação dos rios Acre, Purus e Tarauacá provocam alagamentos extensos e mobilizam Defesa Civil no estado

O governo do Acre declarou situação de emergência de nível 2 em cinco municípios do estado — Feijó, Plácido de Castro, Rio Branco, Santa Rosa do Purus e Tarauacá — após o aumento significativo dos volumes de chuva e a cheia de importantes rios da região. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado, foi assinada pela governadora em exercício Mailza Assis e terá validade de 180 dias, com o objetivo de acelerar a resposta às consequências das inundações e proteger as populações afetadas. 

Chuvas e rios acima das cotas de alerta

Em dezembro de 2025, as precipitações no Acre superaram amplamente a média esperada para o mês, especialmente na capital. Em Rio Branco, o acumulado chegou a 483 milímetros, cerca de 97% acima da média histórica, que gira em torno de 265 milímetros. Nos últimos dias, os mananciais em toda a região ultrapassaram os níveis de alerta e transbordamento. 

Alems

Em Feijó, o Rio Acre chegou a 12,09 metros, em Rio Branco foi registrada marca de 14,94 metros, em Santa Rosa do Purus alcançou 9,42 metros e, em Tarauacá, 10,05 metros, todas acima dos limites que indicam risco de inundação. 

Impactos à população e aos serviços

Os efeitos da cheia já alcançaram milhares de pessoas. Em Rio Branco, estimativas da Defesa Civil Municipal indicam que cerca de 20 mil moradores foram afetados direta ou indiretamente pelas enchentes, incluindo famílias que perderam acesso a suas casas e enfrentam dificuldades de deslocamento e prejuízos materiais. 

O município ampliou medidas emergenciais e prorrogou a situação de emergência local, também em função da cheia histórica do Rio Acre. Autoridades destacam que a falta de infraestrutura apropriada nas áreas ribeirinhas agrava a crise. 

Ações coordenadas de resposta

Com o decreto em vigor, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDC) foi designada para organizar as respostas ao desastre, articular com órgãos públicos de diversas esferas e mobilizar recursos necessários. A iniciativa inclui logística para instalação de abrigos, fornecimento de equipamentos, aquisição de insumos e atendimento prioritário às comunidades em situação de risco. 

O texto também autoriza, em casos de perigo iminente, o ingresso de agentes de defesa civil em residências para retirada de moradores, além do uso temporário de propriedades particulares para socorro, com posterior indenização em caso de danos. 

Previsão de continuidade das chuvas

Autoridades meteorológicas e órgãos técnicos, como o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indicam a possibilidade de novas precipitações acima da média nos próximos dias, o que pode elevar ainda mais os níveis dos rios e agravar a situação em áreas já sensíveis às enchentes. 

A sequência de eventos extremos no Acre reforça a vulnerabilidade da população que vive em áreas de risco e a necessidade de políticas públicas contínuas de mitigação e adaptação frente às mudanças climáticas que intensificam o ciclo de secas e cheias na região amazônica.
 

Veja também