Passageiros que desembarcaram no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, relataram neste domingo (28) longas esperas no controle de passaportes, com filas que ultrapassaram oito horas. As queixas se espalharam rapidamente pelas redes sociais, onde viajantes classificaram a situação como “desumana” e “um escárnio”.
De acordo com os relatos, pessoas permaneceram em pé por horas, sem acesso adequado a água, alimentação ou banheiros. Entre os afetados estavam idosos e crianças, sem atendimento prioritário ou orientação clara das equipes do aeroporto. Muitos viajantes afirmaram que chegaram a Lisboa após voos internacionais de mais de 12 horas e, mesmo assim, enfrentaram filas que avançavam lentamente.
Em publicações nas redes, passageiros destacaram que a maior parte da fila era formada por brasileiros, o que gerou críticas e pedidos para que turistas evitassem o país diante da experiência negativa. Vídeos gravados no local mostram momentos de protesto espontâneo, com pessoas reclamando em voz alta da falta de organização.
As reclamações ocorrem em meio à implantação de um novo sistema europeu de entradas e saídas (EES), que substituiu o carimbo manual nos passaportes e passou a exigir coleta ampliada de dados biométricos. Autoridades portuguesas já reconheceram dificuldades na implementação da ferramenta, admitindo que as metas de tempo de espera não foram cumpridas e que houve impacto direto na operação do aeroporto.
Além do desconforto aos passageiros, o episódio reacendeu preocupações sobre a imagem do país como destino turístico e sobre a eficiência do controle de fronteiras em períodos de grande fluxo internacional.

