As Forças Armadas da China realizaram nesta segunda-feira (29) exercícios militares conjuntos com tropas da Aeronáutica e da Marinha ao redor da ilha de Taiwan, em uma ação classificada por Pequim como um “alerta severo” contra movimentos separatistas e o que chama de interferência externa.
Em resposta, o governo de Taiwan afirmou ter colocado suas forças armadas em estado de prontidão elevada e acusou a China de atuar como “o maior destruidor da paz” na região. As autoridades taiwanesas informaram ainda que as manobras chinesas obrigaram o desvio de centenas de voos domésticos e internacionais ao longo do dia.
A escalada ocorre após a China demonstrar insatisfação com recentes vendas de armas dos Estados Unidos para Taiwan e com declarações da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, que sugeriu a possibilidade de envolvimento das Forças Armadas japonesas caso Pequim adote medidas contra a ilha. Apesar do contexto, o comunicado oficial chinês divulgado nesta manhã não mencionou diretamente nem Washington nem Tóquio.
O Ministério da Defesa de Taiwan informou, por meio das redes sociais, que iniciou exercícios de resposta rápida e mobilizou forças consideradas adequadas para a defesa do território, com treinamentos voltados à prontidão para combate.
China e Taiwan vivem sob administrações separadas desde 1949, quando o Partido Comunista assumiu o poder em Pequim após a guerra civil chinesa. Desde então, Taiwan mantém governo próprio, enquanto a China considera a ilha parte de seu território e não descarta o uso da força para promover a reunificação.

