Parlamentares democratas que integram o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgaram vídeos e imagens da ilha privada que pertenceu ao financista Jeffrey Epstein, localizada nas Ilhas Virgens Americanas. O material mostra pátios vazios, quartos e outros ambientes internos da villa, sem a presença de pessoas.
As imagens foram registradas após a morte de Epstein, ocorrida em 2019, enquanto ele aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual e abuso de menores. O objetivo da divulgação, segundo os congressistas, é ampliar a transparência das investigações e oferecer mais elementos sobre os espaços onde, de acordo com autoridades, teriam ocorrido crimes.
Os registros incluem áreas externas da propriedade, como caminhos, jardins e a piscina, além de ambientes internos que chamaram atenção por sua configuração e objetos presentes nos cômodos. As gravações haviam sido obtidas por autoridades locais durante diligências realizadas na ilha, conhecida como Little St. James.
A iniciativa ocorre em meio à pressão por maior responsabilização de eventuais cúmplices e por esclarecimentos sobre a rede de contatos de Epstein, que manteve relações com figuras influentes do meio político, financeiro e social. Parlamentares defendem que a divulgação do material contribui para manter o caso sob escrutínio público.
O caso Epstein continua sendo objeto de debates nos Estados Unidos, especialmente sobre a condução das investigações ao longo dos anos e sobre a liberação de documentos relacionados aos crimes atribuídos ao financista.


