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há 7 meses

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Alcolumbre resiste a clima de tensão e espera manifestação de Lula após indicação ao STF

Presidente do Senado demonstra incômodo com falta de comunicação do Planalto, mas nega conflito pessoal com o presidente da República

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), tem buscado minimizar a interpretação de que vive um embate direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar da crescente percepção de tensão entre os dois, Alcolumbre tem afirmado a interlocutores que “não há guerra pessoal” com o chefe do Executivo.

O desconforto, porém, é evidente. O senador não esconde ter sido surpreendido pela escolha de Jorge Messias para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Alcolumbre defendia publicamente o nome de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aliado político e presidente do Senado até o ano passado.

Alems

A indicação de Messias foi conhecida pelo senador pela imprensa, sem aviso prévio do Planalto ou contato direto de Lula ou do líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA). Desde então, Alcolumbre permanece em Brasília aguardando uma sinalização oficial para uma conversa, o que, até esta sexta-feira (28), não havia ocorrido.

No governo, assessores reconhecem a dificuldade na articulação. Ainda não há os 41 votos necessários para aprovação do nome de Messias, o que deve exigir articulação direta de Lula junto aos senadores para evitar uma derrota política no Senado.

Nas conversas reservadas desta sexta, Alcolumbre também negou que tenha provocado o governo durante a sessão do Congresso que derrubou vetos presidenciais ao novo licenciamento ambiental. O senador fez menção ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que chegou ao plenário, gesto que foi interpretado como recado político. Ele, porém, minimizou: disse apenas ter reconhecido a presença do colega.

Segundo aliados, Alcolumbre já havia sinalizado ao Planalto que a votação dos vetos só ocorreria após a realização da COP 30 em Belém, encerrada na semana passada. Mesmo com pauta pronta e maioria favorável, a decisão foi interpretada como um gesto de boa vontade.

O impasse entre Planalto e Senado se torna mais sensível diante da relevância da indicação ao Supremo, que exige alinhamento político e articulação intensa. Enquanto Lula ainda prepara o “corpo a corpo” com senadores, 

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