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Energia

há 7 meses

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Usina de Porto Primavera reduz vazão novamente para preservar nível dos reservatórios

Corte gradual atende nova orientação do ONS e retorno ao fluxo normal dependerá das condições de chuva

A Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, conhecida como Porto Primavera, iniciou nesta segunda-feira (24) uma nova redução na vazão liberada pelo reservatório. A medida segue determinação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e busca manter volumes seguros no Rio Paraná, que recebe água dos rios Grande e Paranaíba. O empreendimento está localizado na divisa entre Mato Grosso do Sul e São Paulo, próximo a Batayporã.

De acordo com a Companhia Energética de São Paulo (CESP), a diminuição será feita de maneira progressiva, com cortes diários de 100 metros cúbicos por segundo. A vazão atual de 4.600 m³/s deve ser reduzida até atingir 3.900 m³/s nos próximos dias — nível semelhante ao aplicado durante o ajuste realizado no mês anterior. A retomada do fluxo maior dependerá do comportamento hidrológico e das previsões meteorológicas.

Alems

Motivação da medida

A orientação do ONS considera projeções de um cenário mais crítico no curto prazo e a necessidade de manter a segurança energética do Sistema Interligado Nacional. O gerente do Centro de Operações da CESP, Fernando Sestari, informou em nota que decisões sobre vazão não são tomadas pelas usinas isoladamente.

“Essas operações são definidas pelos órgãos do setor, que avaliam a demanda e as condições climáticas de toda a bacia”, explicou no comunicado. 

O mesmo procedimento já havia sido adotado no mês passado para enfrentar os efeitos da estiagem prolongada no Centro-Sul. Na ocasião, a CESP informou que reduções poderiam se estender até 2025 caso o regime de chuvas permanecesse desfavorável. O ajuste anunciado agora segue essa mesma lógica preventiva.

Monitoramento ambiental

O Plano de Trabalho para conservação da biodiversidade — aprovado pelo Ibama e em execução desde maio — seguirá ativo durante todo o período de redução da vazão. As ações de monitoramento abrangem o trecho entre a jusante da usina e a foz do Rio Ivinhema, em Mato Grosso do Sul.

As equipes realizam análises de qualidade da água, acompanhamento do comportamento de peixes e coleta de amostras. Drones também são utilizados em regiões de difícil acesso. Caso seja identificado algum impacto significativo, o protocolo prevê resgate ou remoção de peixes.

Todos os dados coletados serão encaminhados aos órgãos ambientais competentes. A CESP mantém ainda o canal Diálogo Aberto, disponível pelo WhatsApp (11) 93032-6699, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, para atender dúvidas e relatos de moradores da região.
 

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