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INTERNACIONAL

há 7 meses

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Ucrânia nega ter aceitado termos de plano de paz proposto pelo governo Trump

Secretário de Segurança ucraniano rejeita afirmações dos EUA de que Kiev teria concordado com proposta que inclui concessões territoriais, limites militares e veto permanente à entrada na OTAN

A principal autoridade de segurança do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, negou nesta sexta-feira, 21, ter aceitado o esboço de um plano de paz apresentado pelo governo Donald Trump. A negativa veio após autoridades norte-americanas afirmarem que Kiev havia concordado com a maior parte das condições propostas.

O documento, composto por 28 pontos, endossaria várias das principais demandas da Rússia. Entre elas estão a cessão de mais território por parte da Ucrânia, a redução significativa do tamanho de suas Forças Armadas e o abandono definitivo do objetivo de ingressar na OTAN.

Alems

Segundo autoridades dos EUA, o plano teria sido elaborado após consultas com Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia e ex-ministro da Defesa. Elas afirmaram que Umerov teria ajustado pontos do texto e apresentado a proposta ao presidente Zelenskiy. Umerov, porém, negou qualquer envolvimento nesse nível, afirmando que sua atuação em Washington teve caráter apenas técnico, sem qualquer autoridade para aprovar termos.

Zelenskiy reconheceu ter recebido o plano, mas não comentou detalhes. Ele afirmou que equipes dos dois países vão trabalhar conjuntamente nos pontos apresentados para buscar caminhos que possam levar ao fim da guerra.

O Kremlin declarou não ter sido informado de que Kiev estaria disposta a negociar com base no documento. Já o plano visto pela Reuters prevê concessões que autoridades ucranianas já haviam rejeitado publicamente no passado, por considerá-las equivalentes à rendição. Entre os pontos, está a retirada ucraniana de áreas do leste ainda sob seu controle, enquanto a Rússia devolveria pequenas parcelas de território ocupadas em outras regiões.

A proposta também impediria permanentemente a entrada da Ucrânia na OTAN e limitaria suas Forças Armadas a 600 mil soldados, além de proibir o envio de tropas da aliança ao país. O texto prevê ainda o alívio gradual das sanções contra Moscou, o retorno da Rússia ao G8 e a criação de um fundo de investimento com ativos russos congelados.

Apesar das concessões, o plano menciona — de forma vaga — que a Ucrânia receberia “garantias robustas de segurança”, sem detalhar como seriam implementadas.

Países europeus, que atualmente financiam a maior parte da defesa ucraniana após a suspensão do apoio financeiro dos EUA por Trump, foram excluídos da elaboração da proposta. A União Europeia afirmou que qualquer plano só pode funcionar se for construído com a participação de Kiev e dos parceiros europeus.

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