O pastor Silas Malafaia renovou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao afirmar que é vítima de perseguição política e religiosa. A declaração foi feita em um vídeo divulgado nesta sexta-feira (21), um dia após se completarem 90 dias desde a apreensão de seu passaporte, celular e cadernos durante operação da Polícia Federal. As informações são da coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.
Segundo Malafaia, a medida adotada no âmbito do inquérito é “própria de regimes autoritários que não toleram contestação”. Ele voltou a classificar Moraes como um “ditador de toga” e criticou o fato de ser investigado pelos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação sobre organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O pastor também rebateu notícias que apontam que ele teria buscado apoio de autoridades dos Estados Unidos para pressionar membros do STF. De acordo com Malafaia, a acusação não faz sentido. “Eu não falo inglês, não conheço nenhuma autoridade americana”, disse, tratando o episódio como mais um exemplo do que considera abuso de poder.
Ele declarou ainda que sempre se manifestou publicamente e que não há nada oculto em suas opiniões — “está tudo registrado em mais de 50 vídeos”, afirmou. Malafaia acusou Moraes de tentar criminalizar discursos e orientações pessoais. “É crime conversar? É crime dar conselho? Claro que não”, afirmou.
O líder religioso disse não temer o ministro e descartou qualquer possibilidade de deixar o país. “Tenho mais de 200 mil membros na igreja. Como ficaria minha reputação diante da minha família, dos fiéis e da comunidade evangélica que me respeita?”, questionou. Em seguida, voltou a atacar Moraes: “Covarde é você, que usa a caneta e a toga para perseguir pessoas.”


