Os Correios oficializaram um novo plano de reestruturação para tentar reverter a pior crise da estatal em décadas. Após 12 trimestres consecutivos de prejuízo, a empresa confirmou que deve concluir, ainda em novembro, a captação de R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos — recurso considerado essencial para garantir liquidez e manter a operação nacional de logística.
O plano aprovado pelos conselhos da empresa reúne medidas como Programa de Demissão Voluntária, redução de custos com saúde, fechamento de até mil agências deficitárias, modernização tecnológica e venda de imóveis que podem render até R$ 1,5 bilhão. A estatal também deve focar na expansão de serviços voltados ao comércio eletrônico e avaliar fusões e aquisições para fortalecer sua competitividade.
Mesmo com a reformulação, os Correios afirmam que manterão o compromisso de universalizar os serviços postais, ressaltando a importância da rede na entrega de livros didáticos, insumos eleitorais e assistência em emergências.
A meta é diminuir o déficit já em 2026 e alcançar lucro a partir de 2027.

