Um grande evento de educação promovido pelo Governo de Minas Gerais, com foco em inteligência artificial (IA), teve um desfecho tumultuado nesta quarta-feira (19) no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte. A iniciativa, organizada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) em parceria com o Google Gemini, reuniu entre 20 mil e 30 mil estudantes da rede estadual.
Vídeos gravados durante o aulão mostram que a confusão começou nas arquibancadas, com alunos trocando empurrões, socos e até arremessando copos e garrafas. Reportagens afirmam que a briga teria sido desencadeada depois que os mestres de cerimônia provocaram os estudantes com menções aos rivais futebolísticos Atlético e Cruzeiro.
De acordo com a SEE/MG, a situação foi controlada rapidamente por seguranças contratados e bombeiros civis, e a Polícia Militar foi acionada para dar apoio. A pasta estadual declarou ainda que repudia “qualquer ato de violência ou desrespeito” e abriu uma apuração interna para entender o que levou ao episódio.
Para lidar com as consequências, todos os estudantes envolvidos receberam atendimento individualizado. A SEE/MG informou que eles serão acompanhados pelo Núcleo de Acolhimento Educacional (NAE), composto por psicólogos e assistentes sociais com experiência em prevenção da violência escolar.
A prefeitura de Belo Horizonte, por sua vez, organizou um esquema de trânsito especial para o evento. Cerca de 850 ônibus fretados e caravanas foram previstos para chegar ao estádio, o que levou à adoção de medidas para garantir segurança viária na saída e entrada da região.
Além do susto causado pela briga, o episódio levanta questionamentos sobre a condução de atividades educacionais em larga escala. Um requerimento na Assembleia Legislativa de Minas Gerais solicita que a SEE detalhe os custos públicos envolvidos no evento — incluindo transporte, alimentação e estrutura — e explique a readequação de verbas destinadas originalmente a outras finalidades.
Embora o evento tenha sido anunciado como a “maior aula presencial de IA do mundo”, a confusão e a interrupção do conteúdo técnico por violência chamam atenção para os desafios de realizar iniciativas educacionais em massa em ambientes não tradicionais.


