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Internacional

há 7 meses

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Trump se irrita com pergunta sobre Epstein e ofende repórter durante coletiva

Presidente americano reage com hostilidade ao ser questionado sobre laços com o financista, morto em 2019; episódio reacende debate sobre transparência e tratamento à imprensa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou um momento de tensão durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (18), ao se irritar com uma pergunta relacionada a Jeffrey Epstein. Visivelmente contrariado, Trump interrompeu a jornalista e classificou a pergunta como “terrível”, chegando a ofendê-la diante das câmeras.

Pergunta sobre Epstein desencadeia reação agressiva

A situação teve início quando uma repórter mencionou o histórico de convivência entre Trump e Epstein, preso em 2019 sob acusações de tráfico sexual de menores e posteriormente encontrado morto na cadeia. Assim que ouviu o nome do financista, o presidente demonstrou incômodo e tentou encerrar o questionamento.

Alems

“Essa é uma pergunta terrível. Deveria ter vergonha de fazê-la”, disparou Trump, elevando o tom. Em seguida, chamou a jornalista de “porquinha”, gesto que provocou espanto entre os presentes e repercussão imediata nos veículos internacionais.

Ao tentar se justificar, o presidente argumentou que o assunto já teria sido “exaustivamente explorado” e afirmou que não há qualquer irregularidade envolvendo seu nome. “Eu já respondi sobre isso dezenas de vezes. Não tenho nada a ver com esse caso”, disse.

Episódio repercute e reacende críticas à postura de Trump

A reação explosiva rapidamente se espalhou nas redes sociais e abriu espaço para novas críticas à forma como Trump lida com a imprensa — especialmente com questionamentos considerados sensíveis. Organizações de defesa da liberdade de imprensa classificaram o episódio como “inaceitável”, destacando a escalada de ataques verbais do presidente a jornalistas ao longo dos últimos anos.

Analistas políticos também observaram que o tema Epstein costuma gerar desconforto dentro da própria equipe presidencial, já que fotografias e relatos antigos mostram Trump e o financista participando de eventos sociais nos anos 1990. Embora nada tenha sido comprovado contra o presidente no âmbito das investigações, o vínculo passado segue sendo alvo de perguntas frequentes.

Casa Branca tenta conter danos

Horas após a repercussão negativa, assessores da Casa Branca tentaram minimizar o episódio, alegando que Trump “apenas respondeu de maneira firme a uma tentativa de criar uma falsa narrativa”. Não houve, porém, pedido de desculpas à repórter ofendida.

Enquanto isso, opositores do governo utilizaram o caso para reforçar críticas sobre a falta de transparência da administração e a dificuldade do presidente em lidar com temas delicados.

Debate sobre responsabilidade política segue em destaque

O incidente ocorre em um momento de crescente polarização nos Estados Unidos, a poucos meses de novas disputas eleitorais. Especialistas apontam que a maneira como Trump responde a temas controversos pode influenciar diretamente a percepção pública de sua liderança.

Para o analista político John Harris, ouvido por redes americanas após o episódio, a postura do presidente revela um padrão: “Sempre que Trump é confrontado com temas sensíveis, sua reação é intimidar, ridicularizar ou atacar a fonte da pergunta”.

A expectativa é que o episódio ainda seja explorado por adversários políticos e continue repercutindo nos próximos dias, especialmente entre grupos que pressionam por mais clareza sobre relações antigas do presidente com figuras envolvidas em escândalos internacionais.

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