O governo de Donald Trump ampliou os critérios usados na avaliação de pedidos de visto para os Estados Unidos. Além das já conhecidas restrições impostas a estrangeiros, autoridades americanas receberam instruções para levar em conta também o quadro de saúde dos solicitantes antes de autorizar sua entrada no país. A informação foi revelada pela agência Associated Press (AP).
Segundo a AP, o Departamento de Estado enviou na última terça-feira (11) um documento com diretrizes atualizadas para consulados e embaixadas. Embora não tenha caráter legal, o material serve como manual oficial para orientar os funcionários responsáveis pela triagem dos pedidos.
A orientação estabelece que a análise dos candidatos seja mais abrangente, incorporando não apenas aspectos pessoais e financeiros, mas também condições médicas pré-existentes que possam resultar em custos elevados ao sistema de saúde americano. Entre os problemas citados estão doenças crônicas, obesidade, hipertensão, transtornos depressivos, ansiedade e outras condições físicas ou mentais que exijam tratamento contínuo.
Além do estado de saúde, também serão considerados elementos como idade, renda, nível de escolaridade, domínio do inglês e eventuais usos anteriores de benefícios públicos nos EUA. A combinação desses fatores poderá influenciar diretamente na aprovação ou não do visto.

