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Internacional

há 7 meses

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EUA classificam o "Cartel dos Sóis" como organização terrorista estrangeira

Anúncio de Marco Rubio amplia pressão sobre o regime de Nicolás Maduro e permite novas ações diplomáticas, legais e militares contra o grupo

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou neste domingo (17) que Washington passará a incluir o Cartel dos Sóis na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO), com validade a partir de 24 de novembro.

Segundo o governo americano, o cartel seria comandado por Nicolás Maduro e outros integrantes de alto escalão do regime venezuelano, que teriam transformado órgãos estatais — incluindo as Forças Armadas, serviços de inteligência, parlamento e Judiciário — em parte de uma rede criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. As autoridades dos EUA afirmam que o grupo atua em cooperação com outras organizações classificadas como terroristas, entre elas o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, sendo responsável por episódios de violência em diversos países do hemisfério e pelo envio de drogas aos Estados Unidos e à Europa.

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A designação como FTO reforça uma ofensiva diplomática e legal mais ampla contra o governo venezuelano, permitindo medidas como bloqueio de bens, sanções mais duras e, em casos extremos, ações contra infraestrutura associada ao cartel. Especialistas indicam que a mudança aumenta a margem de atuação das agências americanas de segurança.

Durante o anúncio, o presidente Donald Trump afirmou que a classificação concede ao país “poder para atacar bens de Maduro”, embora tenha ponderado que eventuais ações militares dependeriam do desenrolar das negociações. Segundo ele, há abertura do lado venezuelano para diálogo.

A Casa Branca já havia sancionado o Cartel dos Sóis anteriormente, classificando seus integrantes como “terroristas globais especialmente designados”. A medida agora reconhece formalmente o grupo como organização terrorista, elevando ainda mais o grau de pressão internacional.

A decisão dos EUA já recebeu apoio de outros países da região. O Paraguai também declarou o cartel como entidade terrorista, e o governo do Equador condenou oficialmente o grupo, alegando que ele representa ameaça direta à segurança e à estabilidade institucional do país.
 

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