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Tornado no PR

há 7 meses

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Presos ajudam na reconstrução de escolas e Apae atingidas por tornado no Paraná

Ação do programa "Mãos Amigas" envolve detentos de Guarapuava e Laranjeiras do Sul em trabalho de recuperação em Rio Bonito do Iguaçu

O governo do Paraná iniciou, nesta segunda-feira (10), a utilização de mão de obra prisional na reconstrução de escolas, creches e da Apae de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do estado, após a passagem do tornado que causou grande destruição na região.

A ação faz parte do programa Mãos Amigas, coordenado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), que busca promover a reinserção social de pessoas privadas de liberdade por meio de atividades de manutenção e conservação de espaços públicos.

Alems

Atualmente, 14 detentos — dez da Penitenciária Estadual de Guarapuava e quatro da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul — trabalham na cidade sob supervisão de monitores da Polícia Penal. Nos próximos dias, outros 16 presos da regional de Cascavel devem se juntar ao grupo, totalizando 30 participantes.

O governador Ratinho Junior informou que a medida visa acelerar o processo de recuperação das unidades educacionais.

“Estamos lá com 30 detentos que estão chegando hoje para fazer o programa Mãos Amigas, que vai fazer a limpeza das escolas, tirar os entulhos das escolas, para que a gente possa já começar também a retomada da construção ou reconstrução das escolas, para ter o menor prejuízo para os nossos alunos, para as nossas crianças”, declarou.

O trabalho inicial se concentra no Colégio Estadual Ludovica Safraider, uma das instituições mais afetadas, cujo ginásio foi totalmente destruído. O grupo realiza a remoção de entulhos e a limpeza do espaço, etapa fundamental para o levantamento técnico dos danos e o início das obras emergenciais.

Os presos selecionados participam do programa de forma voluntária e são do regime semiaberto, com bom comportamento e parte da pena já cumprida. Além de contribuírem com a comunidade, eles recebem redução de pena de um dia a cada três trabalhados.

O secretário estadual da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira, destacou o caráter social da iniciativa.

“É muito importante que tenhamos a reconstrução das nossas escolas públicas estaduais, ainda mais com o trabalho dos que cumprem pena no sistema prisional. Essa ação contribui para um clima de solidariedade e ajuda mútua tanto para os estudantes quanto para os apenados.”

Segundo o Governo do Paraná, o estado é referência nacional no uso de mão de obra prisional em serviços públicos. Somente neste ano, o programa Mãos Amigas já atendeu 427 unidades escolares em diferentes regiões do estado, com mais de 2 mil serviços executados.

Além da força de trabalho dos presos, o governo estadual liberou recursos emergenciais para auxiliar na recuperação das instituições. O Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos receberá R$ 50 mil, e o Colégio Ludovica Safraider, R$ 25 mil, por meio do Fundo Rotativo, destinado a obras de reparo e compra de materiais de consumo.

Engenheiros do Fundepar e técnicos do Núcleo Regional de Educação realizam levantamentos para avaliar os danos e viabilizar a contratação das obras de reconstrução, que devem começar após a conclusão da limpeza das áreas atingidas.

Contexto do desastre e limites do sistema de alerta meteorológico

Pesquisadores e autoridades ainda analisam a força do tornado que atingiu o Paraná na última sexta-feira (7), deixando seis mortos e cerca de 750 feridos. A tragédia devastou Rio Bonito do Iguaçu e outras cidades do Centro-Sul do estado, sendo considerada uma das mais graves já registradas na região.

Pesquisas preliminares indicam que o fenômeno pode ter alcançado ventos superiores a 250 km/h, o que o colocaria entre os tornados mais fortes da história do Brasil. Especialistas avaliam se o evento deve ser classificado como EF-3 ou superior na Escala Fujita Melhorada, que mede a intensidade com base nos danos observados.

Diferentemente dos Estados Unidos, o Brasil ainda não possui sistemas eficientes de alerta para tornados. Apesar dos avanços em monitoramento meteorológico, os avisos emitidos por órgãos como o INMET e o Simepar ainda não conseguem prever com precisão a formação desses fenômenos, o que dificulta a adoção de medidas preventivas e aumenta o risco para a população.

Ouça a fala do governador do Paraná, Ratinho Júnior:

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