O prefeito de Rio Bonito do Iguaçu (PR), Sesar Bonivo, atualizou sobre a gravidade dos danos e a situação do atendimento às vítimas, após o tornado que atingiu a cidade nesta sexta-feira (7). Em entrevista à Rádio Itapuã, de Pato Branco (PR), Bonivo reforçou a dimensão da tragédia, que deixou centenas de feridos e uma cidade praticamente destruída.
“Passou de 500 pessoas feridas, um circo co-op, tem parece que 5 ou 6 ou 10 por aí na UTI”, relatou Bonivo neste sábado (8), referindo-se ao grande número de hospitalizados e ao estado grave de alguns pacientes.
O prefeito recordou o choque vivido no pronto-atendimento da cidade, onde viu cenas marcantes e dolorosas:
“No corredor do pronto-atendimento, isso me chocou, nunca mais eu vou esquecer na minha vida, que no corredor, com várias goteiras, veio de correr água, corria sangue, dos nossos companheiros que estavam aqui no Rio Bonito. Foi uma coisa muito grave.”
Segundo o prefeito, a magnitude da destruição exige uma ação coordenada com o governo estadual e federal para a reconstrução do município:
“O governador está chegando. Acho que nós vamos sentar com o governador e com os nossos deputados para ver a meta de trabalho. O ministro já me ligou, o Ministério da Integração. Distribuir tarefas. Copel vai instalar luz, a Secretaria da Educação vai me ajudar a construir as escolas. Distribuir as tarefas para os órgãos estaduais e federais, para que a gente reconstrua a cidade.”
Bonivo admitiu o sentimento de desorientação diante da tragédia: “Hoje, por exemplo, eu estou sem rumo. A gente tem que sentar com essas pessoas que possam nos ajudar. Porque eu não vi ainda no Brasil uma tragédia desse porte. Então, a gente tem que somar todas as nossas pessoas.”
Panorama da tragédia
O tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu na tarde de sexta-feira (7) causou estragos severos, com aproximadamente 90% das residências e estabelecimentos comerciais danificados ou destruídos. O desastre deixou seis mortos até o momento, além dos mais de 500 feridos mencionados pelo prefeito, muitos em estado grave, internados em hospitais da região, incluindo unidades de Pato Branco, Cascavel e Guarapuava.
As equipes de resgate e socorro, compostas por Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Saúde e outros órgãos, seguem trabalhando na assistência à população e na recuperação dos serviços básicos, como energia elétrica e abastecimento de água. O governo do Paraná decretou estado de calamidade pública para acelerar a liberação de recursos e agilizar as ações emergenciais no município.
A Companhia Paranaense de Energia (Copel) já iniciou os trabalhos para restabelecer a energia elétrica, enquanto a Secretaria da Educação planeja ações para reconstruir as escolas afetadas. O Ministério da Integração Nacional acompanha de perto a situação e deve aportar recursos para o município, que enfrenta agora o desafio de se reerguer após a tempestade.
Ouça a fala do prefeito Sesar Bonivo:


