O futebol brasileiro segue como uma das principais potências na formação e exportação de talentos. Um relatório divulgado pelo Observatório do Futebol (CIES) apontou que o Brasil é o segundo país do mundo que mais lucrou com transferências internacionais de jogadores desenvolvidos em clubes nacionais nos últimos dez anos.
Segundo o estudo, entre 2016 e 2025, as negociações de atletas formados em solo brasileiro renderam R$ 16,2 bilhões (aproximadamente 2,6 bilhões de euros). A França lidera o ranking com R$ 24,4 bilhões (cerca de 3,9 bilhões de euros), enquanto Espanha, Portugal e Inglaterra aparecem nas posições seguintes.
Top 10 países com maior receita em transferências (2016–2025)
- França – R$ 24,4 bilhões
- Brasil – R$ 16,2 bilhões
- Espanha – R$ 13,7 bilhões
- Portugal – R$ 11,8 bilhões
- Holanda – R$ 10,2 bilhões
- Inglaterra – R$ 10 bilhões
- Argentina – R$ 9,3 bilhões
- Alemanha – R$ 8,7 bilhões
- Itália – R$ 6,2 bilhões
- Bélgica – R$ 5,3 bilhões
Jovens cada vez mais precoces no mercado internacional
O levantamento revela ainda que mais da metade do valor arrecadado pelo Brasil (50,1%) veio da venda de atletas com até 20 anos — maior percentual entre os dez países mais lucrativos. Nomes como Endrick, Estêvão e Vitor Reis ilustram essa tendência de transferências precoces ao futebol europeu.
O estudo também indica que apenas três nações ultrapassaram a marca de R$ 12,5 bilhões (2 bilhões de euros) em receitas com jogadores formados dentro de casa: França, Brasil e Espanha. A lista das maiores receitas continua majoritariamente europeia, com a Argentina sendo a única exceção sul-americana além do Brasil.
O resultado consolida o Brasil como protagonista no mercado internacional, confirmando sua relevância não só esportiva, mas também econômica no cenário global do futebol

