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há 8 meses

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SUS deve oferecer terapia menos invasiva para crianças com hemofilia

Ministério da Saúde planeja ampliar uso de Emicizumabe para pacientes de até seis anos, reduzindo a frequência de infusões

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (24) a intenção de ampliar o acesso ao medicamento Emicizumabe para crianças com hemofilia grave de até seis anos, oferecendo uma alternativa menos invasiva à terapia tradicional de reposição do fator VIII.

O Emicizumabe é aplicado por via subcutânea, ao contrário do tratamento convencional, que exige infusões intravenosas frequentes, reduzindo o número de punções semanais e a frequência de sangramentos. Segundo o ministério, a medida deve trazer mais autonomia para os pacientes e aliviar a carga das famílias que acompanham o tratamento.

O ministro Alexandre Padilha afirmou que enviará o pedido à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec) para análise e aprovação do uso do medicamento em crianças. Atualmente, a medicação já está disponível no SUS para pacientes com mais de seis anos ou em casos específicos que envolvam anticorpos inibidores do fator VIII.

O avanço representa também uma economia significativa para as famílias, já que o custo anual do tratamento privado com Emicizumabe varia entre R$ 300 mil e R$ 350 mil por criança. A ampliação pelo SUS reforça o compromisso do governo em oferecer acesso gratuito a terapias inovadoras, garantindo maior dignidade e qualidade de vida para crianças com hemofilia e seus familiares.

O ministério estima que a inclusão da terapia menos invasiva terá impacto direto na rotina das crianças e de suas famílias, reduzindo deslocamentos frequentes aos hemocentros e permitindo maior adesão ao tratamento. ( Ag. Brasil)

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