O Pentágono confirmou nesta sexta-feira (24) o envio do grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford — o mais avançado da Marinha norte-americana — para o Caribe, em meio ao aumento da tensão geopolítica na região. Paralelamente, múltiplas aeronaves MV-22B Osprey do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) foram vistas decolando da antiga Estação Naval Roosevelt Roads, em Ceiba, Porto Rico, recentemente reativada para missões de combate ao narcotráfico internacional.
A reativação da base tem como foco operações de interdição marítima, vigilância e apoio logístico rápido. Os Ospreys — capazes de decolar verticalmente como helicópteros e voar em alta velocidade como aviões — são projetados para infiltração e exfiltração de forças especiais, além do transporte de tropas e equipamentos em áreas de difícil acesso.
Embora os EUA não tenham informado se a operação é estritamente militar ou de caráter de segurança regional, fontes especializadas em defesa afirmam que a movimentação sugere algo além de simples treinamento. O uso simultâneo de aeronaves de uso tático e do maior porta-aviões da frota norte-americana indica um nível elevado de prontidão operacional.
A presença do USS Gerald R. Ford no Caribe — uma área estratégica próxima à rota do narcotráfico, à Venezuela e a possíveis tensões regionais — reforça a percepção de que Washington pode estar se preparando para ações concretas, caso necessário. Até o momento, o governo norte-americano se limita a afirmar que a mobilização faz parte de “operações de segurança marítima e proteção de interesses estratégicos”.

