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Autoescolas

há 8 meses

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Autoescolas realizam protesto em SP contra mudanças na CNH

Federação mobiliza 200 veículos na Ponte Estaiada e critica proposta que torna aulas teóricas e práticas opcionais

Empresas de autoescola de São Paulo iniciaram, na manhã desta quinta-feira (23/10), um protesto contra as mudanças propostas pelo governo federal no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A mobilização ocorre na região do Morumbi, zona sul da cidade, e envolve cerca de 200 veículos estacionados na Ponte Estaiada desde a noite de quarta-feira (22/10), segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Os carros seguirão em carreata até a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), chamando atenção para a insatisfação do setor diante das alterações previstas no processo de habilitação.

Alems

Posição das autoescolas

A Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto) é a responsável pela organização da ação e critica a consulta pública do Ministério dos Transportes que prevê a possibilidade de tornar as aulas teóricas e práticas opcionais.

Segundo a entidade, a simples possibilidade de mudança já impacta negativamente as matrículas em autoescolas por todo o país, gerando incerteza entre alunos e empresários do setor.

Proposta de mudanças na CNH

A proposta em consulta pública, que ficará aberta até 2 de novembro, prevê alterações significativas no processo de habilitação:

  • Etapa digital e acompanhamento online: o candidato poderá iniciar o processo pelo aplicativo ou site do Detran, ou presencialmente em um dos postos, acompanhando todo o andamento pelo Registro Nacional de Carteira de Habilitação (Renach).
  • Aulas teóricas opcionais: a formação teórica, atualmente obrigatória nas autoescolas, poderá ser realizada de forma presencial, a distância ou híbrida, em cursos oferecidos pelo Ministério dos Transportes, em autoescolas tradicionais ou instituições públicas credenciadas.
  • Flexibilidade nas aulas práticas: a exigência mínima de 20 horas-aula será eliminada. Os candidatos poderão continuar aprendendo em autoescolas, mas também terão a opção de contratar instrutores credenciados pelo Detran.

Impactos esperados

Especialistas e representantes do setor alertam que as mudanças podem transformar profundamente o mercado de formação de condutores, alterando o modelo de negócios das autoescolas e impactando a qualidade da aprendizagem dos futuros motoristas. Por outro lado, o governo argumenta que a flexibilização aumentará o acesso e dará mais autonomia aos candidatos.
 

Veja o registro do protesto:

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