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INCLUSÃO

há 8 meses

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Mato Grosso do Sul tem um em cada três reeducandos trabalhando dentro ou fora dos presídios

Estado se destaca nacionalmente pela ressocialização por meio do trabalho prisional, segundo dados do SiSdepen

Mato Grosso do Sul vem se consolidando como referência nacional na ressocialização de pessoas privadas de liberdade por meio do trabalho, com mais de um terço da população carcerária envolvida em atividades laborais, conforme aponta o 18º ciclo do SiSdepen (Levantamento de Informações Penitenciárias).

Dados divulgados recentemente pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), referentes a julho de 2025, mostram que 33,53% dos detentos no estado estão inseridos em trabalhos dentro ou fora das unidades prisionais. Esse percentual evidencia o compromisso do estado com políticas de ocupação produtiva e reintegração social.

Alems

Dos 17.478 internos no sistema prisional de Mato Grosso do Sul — excluindo aqueles em monitoramento eletrônico —, 5.860 estão empregados em atividades laborais, resultado direto das políticas da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que fomenta parcerias sólidas com instituições públicas e privadas para ampliar as oportunidades de trabalho.

Entre os 10 estados com maior índice de presos trabalhando

Embora não lidere o ranking nacional, Mato Grosso do Sul figura entre os dez estados com maior percentual de reeducandos trabalhando, superando em mais de sete pontos percentuais a média nacional, que é de 26,15%.

Um destaque do estado é a capacidade de garantir a remuneração aos custodiados, com mais de 65% dos trabalhadores recebendo salário, um índice muito superior ao de estados como o Maranhão — líder nacional em trabalho prisional —, onde menos de 20% dos presos recebem pagamento.

Política prisional que valoriza dignidade e inclusão

A política estadual de trabalho prisional tem se destacado tanto pela quantidade quanto pela diversidade das atividades oferecidas. Mato Grosso do Sul também está entre os primeiros colocados na inclusão feminina no trabalho prisional, com 535 mulheres atuando em atividades laborais, o que coloca o estado na 5ª posição nacional em termos percentuais e líder na região Centro-Oeste.

Para a diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, esses números refletem um sistema prisional que entende o trabalho como ferramenta essencial para a transformação social.

“Mais do que proporcionar renda e qualificação profissional, o trabalho prisional aqui é um instrumento estratégico para a segurança pública, promovendo dignidade e novas oportunidades. Cada vaga de trabalho representa uma chance de recomeço, fortalecendo disciplina, responsabilidade e autoestima dos internos”, ressalta.

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